Justiça apreende documentos do Roma

A justiça italiana não dá sossego a Cafu e a seu clube. O promotor público Silverio Piro obteve nesta sexta-feira autorização para busca a apreensão de documentos no escritório de Franco Sensi, presidente da Roma, e teria mandado agentes também na casa do jogador. O lateral brasileiro está sob suspeita de usar passaporte italiano sem valor. A ação mais pesada da promotoria teve Sensi como alvo. O dirigente "romanista" insiste na tese de que o procedimento para obter dupla cidadania de Cafu "seguiu os trâmites legais" e adiantou que autorizou ao técnico Fabio Capello a escalá-lo como titular na partida de domingo contra a Reggina. "Nada mudou em relação a Cafu", voltou a dizer o presidente. "Ele tem documentação em ordem. Podemos provar e enviamos tudo para a justiça". Mas o promotor Piro não ficou satisfeito e fez com que agentes especiais vasculhassem o escritório de Sensi, à procura de mais documentos. A atitude oficial revoltou a diretoria da Roma, que reafirmou não ter "nada a esconder". Posição idêntica à de Cafu. O brasileiro garantiu que ninguém foi a sua casa e se mostra tranquilo. "Obtive o passaporte porque o tataravô de minha mulher era italiano", recordou. "Ele existiu, e como", emendou.O personagem central, nessa questão, seria Vincenzo Domenico Mauro, nascido em Morano Calabro em 20 de abril de 1834 e que teria passado alguns anos no Brasil, antes de voltar para sua terra, onde morreu em 1911. Vincenzo teria casado com Emilia Teodora do Nascimento, de onde viria a descendência de Regina, mulher de Cafu. Depois, teria regressado à Itália.O promotor Piro mandou investigar o caso, porque não encontrou provas de que Vincenzo tenha emigrado. Mas a Roma garante ter em mãos documentos que atestam a presença do tataravô de Regina no Brasil, onde teria mudado o nome para Vicente. Além disso, o clube tem um registro de nascimento de Vincenzo para comprovar que se trata da mesma pessoa que viveu em São Paulo.

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