Justiça argentina investiga 'máfia do apito' no Apertura

Advogados apresentam denúncia de suposto favorecimento às equipes de Boca Juniors, River Plate e Arsenal

Efe,

09 de outubro de 2007 | 15h13

A Justiça Federal da Argentina investigará uma série de decisões arbitrais polêmicas do Torneio Apertura que poderiam ter beneficiado o Boca Juniors, o River Plate e o Arsenal. A denúncia foi apresentada nos tribunais de Buenos Aires pelos advogados Ricardo e Ramiro Monner Sans, que também pediram à Secretaria de Esportes que cumpra sua função de "vigilância e garantia" diante da Associação do Futebol Argentino (AFA). Os denunciantes afirmam em sua apresentação que as arbitragens teriam prejudicado as equipes de San Lorenzo e Independente de Avellaneda. Ao mencionar o Arsenal, os advogados disseram que este clube foi "fundado e administrado pela família do presidente da AFA", Julio Humberto Grondona. Entre as decisões polêmicas, criticadas pela imprensa esportiva, estão pênaltis não marcados, outros marcados de forma equivocada, prorrogações de até 11 minutos e gols incorretamente anulados, o que coloca em dúvida que sejam apenas produto de erros humanos. Além disso, citam "denúncias públicas sobre lavagem de dinheiro" no futebol europeu e pedem que se investigue se existem irregularidades deste tipo no âmbito local. Após afirmar que estas falhas "geram violência", a denúncia pede uma investigação sobre os critérios de escolha dos juízes para as partidas.

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