Justiça argentina rejeita extradição de ex-dirigente da Conmebol e empresários

Eduardo Deluca está envolvido em um esquema de corrupção no futebol envolvendo altos membros da Fifa

Estadão Conteúdo

19 Outubro 2016 | 13h21

Um juiz federal argentino recusou extraditar Eduardo Deluca, um ex-secretário-geral da Conmebol, e dois empresários, rejeitando a solicitação realizada por um tribunal dos Estados Unidos que os acusa de participação em um esquema de corrupção no futebol envolvendo altos membros da Fifa, que estourou em maio de 2015 e provocou a prisão de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, e outros dirigentes.

O juiz Claudio Bonadio argumentou, entre outros motivos que foram detalhados nesta quarta-feira, que os contratos suspeitos de suborno entre dirigentes foram entre entidades privadas, por isso não houve crime de corrupção, que, de acordo com a tese defendida pelo magistrado, deve haver o envolvimento de funcionários públicos para ocorrer.

O pedido de extradição foi realizado pelo Juizado Federal da Primeira Instância do Distrito Leste de Nova York, que investiga supostos crimes cometidos na Fifa. E além de Deluca, também envolvia os empresários Hugo e Mariano Jinkis.

DeLuca foi secretário-geral da Conmebol entre 1986 a 2011, enquanto os Jinkis, pai e filho, respectivamente, são donos da Full Play, empresa detentora dos direitos de transmissão pela TV de várias competições. Eles alegam inocência, com Deluca tendo solicitado que não seja extraditado por ter problemas de saúde - o ex-dirigente tem 76 anos.

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