Justiça autoriza quebra de sigilos do ex-presidente do Bahia

Decisão atende solicitação do Ministério Público da Bahia, que apura se Paulo Maracajá é co-gestor do clube

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2008 | 12h21

A juíza da 10.ª Vara Cível de Salvador (BA), Maria de Lourdes Araújo, autorizou na noite de quarta-feira a quebra dos sigilos bancário e fiscal do vice-presidente do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia e ex-presidente do Esporte Clube Bahia, Paulo Maracajá.A decisão atende a uma solicitação do Ministério Público da Bahia, que apura se o conselheiro é co-gestor do clube. A lei não permite que servidores públicos exerçam funções de direção de sociedade civil, associação ou fundação de qualquer espécie.Maracajá nega participar diretamente da administração do clube, mas admite ter influência sobre a atual diretoria. Para ele, as investigações sobre suas atividades não passam de ações de uma "oposição radical" à administração do Bahia. Ele diz estar tranqüilo com a decisão judicial.Desde o início do mês, este é o terceiro golpe sofrido pela administração do Bahia. No dia 17, o clube teve suas contas relativas aos exercícios de 2005 e 2006 rejeitadas pela Justiça estadual.No início de julho, o Bahia foi citado nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal - que levou à cadeia, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas e o especulador Naji Nahas. Para a PF, o Bahia teria sido usado para lavar dinheiro do Grupo Opportunity - que já teve participação acionária no clube. A direção do tricolor baiano nega a acusação.

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