Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Justiça condena líderes de organizadas do São Paulo por invasão ao CT em 2016

Entre as penas estão pagamento de multa, prestação de serviço comunitário e reclusão em regime aberto; cabe recurso

O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2017 | 19h49

A Justiça de São Paulo condenou nesta quinta-feira os líderes das principais torcidas organizadas do São Paulo, a Independente e a Dragões da Real, por causa da invasão ao Centro de Treinamento do clube, na Barra Funda, no dia 27 de agosto de 2016.

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Onze torcedores foram responsabilizados por arrombar o portão do CT, furtar equipamentos e agredir atletas da equipe tricolor. São eles: Henrique Gomes (atual presidente da Independente), André Azevedo (atual presidente da Dragões), Ricardo Barbosa Alves Maia, Alessandro Oliveira Santana, Genildo da Silva, Allan Aquino de Souza, Bruno Silva Arcanjo, Cristovam de Almeida, Roberto Mascarenhas Rebouças, Walace Nascimento e Lucas Carvalho da Silva.

Ainda cabe recurso da decisão assinada pelo juiz Ulisses Augusto Pascolati Junior. Entre as penas, estão pagamento de multa em até dez salários, prestação de serviço comunitário e reclusão em regime aberto por violação de domicílio qualificado. Os torcedores foram absolvidos da acusão de associação criminosa.

A invasão aconteceu por volta das 11h daquele dia, durante uma manifestação em frente ao CT, onde cerca de 350 torcedores protestavam contra o retrospecto ruim do time na temporada. Policiais e seguranças do clube tentaram conter o movimento, mas não conseguiram.

Os atletas estavam no meio do campo e não tiveram tempo de voltar para os vestiários. Muitos torcedores foram para cima dos então atletas do São Paulo, Michel Bastos e Wesley, insultando-os e cobrando pelos resultados ruins da equipe. Carlinhos também foi um dos alvos principais do protesto.

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