Reprodução
Reprodução

Justiça dá 72 horas para Prefeitura se manifestar sobre demolição do tobogã do Pacaembu

Prazo foi dado após um pedido do Ministério Público de São Paulo no fim do ano passado

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 14h01

A Justiça de São Paulo deu 72 horas para a Prefeitura se manifestar sobre a demolição do setor tobogã, do Estádio do Pacaembu, prevista pela concessionária Allegra Pacaembu. O prazo foi dado após um pedido de suspensão do contrato de concessão realizado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no fim do ano passado. Por meio de nota oficial, a Prefeitura de São Paulo informou ao Estado que "irá prestar os esclarecimentos solicitados dentro do prazo".

A Allegra Pacaembu assumiu o estádio no último fim de semana. A concessionária pagou R$ 115 milhões pelo direito de gerir o local pelos próximos 35 anos. Dentre as mudanças após a privatização, está prevista a demolição do tobogã para ser erguido um prédio de cinco andares, com 44 mil metros quadrados de área construída.

O Pacaembu é tombado, e a demolição do tobogã já foi autorizada previamente pelos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico da cidade (Conpresp e Condephaat). A Allegra conta com os ofícios que integram o edital de concessão. A Associação Viva Pacaembu, porém, tenta impedir a obra e move duas ações na Justiça contra a Prefeitura. Numa delas, quer barrar a demolição do setor. A outra pretende cancelar a licitação que deu aval para a Allegra administrar o local por 35 anos.

O estádio deve ser fechado em dezembro, após o término do Campeonato Brasileiro, para o início das obras de modernização. A principal mudança será a derrubada do tobogã para a construção de um edifício multifuncional. O previsão é que fique fechado durante 28 meses e a reinauguração aconteça nos primeiros quatro meses de 2023. A demolição já foi autorizada pelos órgãos competentes. Para o cronograma ser obedecido, a concessionária terá de obter sinal verde sobre o projeto final das obras que envolvem patrimônios históricos de São Paulo. Análises estão sendo feitas nesse sentido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.