Justiça da Itália decreta quebra do Parma

O Parma está quebrado. O que era uma constatação desde o começo do ano, agora se torna fato reconhecido pela Justiça. Um tribunal da cidade de Parma aceitou pedido de insolvência do clube, uma das empresas do grupo Parmalat. A decisão não significa o desaparecimento da equipe e dá a seus novos administradores tempo para pagar dívidas e acelerar contatos para sua venda.O Parma está, na prática, em regime de concordata. Essa situação, constrangedora em tempos normais, é vista com a única saída para salvar um dos patrimônios esportivos da Itália, ameaçado de ter as portas fechadas pelo acúmulo de dívidas.Enrico Bondi, interventor da multinacional Parmalat designado pelo governo, reafirmou interesse de passar o clube adiante o mais rapidamente possível. A idéia é a de que comece a temporada de 2004-05 sob nova direção.A dívida do Parma atualmente está em torno de 310 milhões de euros e não há como pagá-la nem a médio prazo. O clube já se desfez de alguns jogadores, como os brasileiros Júnior (no Siena) e Adriano (cedido em definitivo à Internazionale), para diminuir as despesas. O artilheiro Alberto Gilardino (18 gols) também deve ser transferido assim que terminar o campeonato.

Agencia Estado,

28 de abril de 2004 | 19h50

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