Lucas Uebel/Divulgação
Lucas Uebel/Divulgação

Justiça de São Paulo bloqueia bens de Luxemburgo para retirar R$ 135 mil

Treinador do Grêmio foi condenado por danos morais por ter insinuado que árbitro era homossexual em 2006

O Estado de S. Paulo

09 de abril de 2013 | 15h46

SÃO PAULO - A 3ª Vara Cível de São Paulo bloqueou as contas bancárias do técnico Vanderlei Luxemburgo, do Grêmio, para retirar R$ 135 mil que se referem a um processo de 2006 em que o treinador foi condenado a indenizar o árbitro Rodrigo Martins Cintra por danos morais. O bloqueio foi determinado no dia 14 de março deste ano, mas a Justiça não encontrou dinheiro nas contas bancárias do treinador. Agora, a justiça levanta as propriedades imobiliárias de Luxemburgo para penhorar um de seus bens e executar a decisão judicial. Por meio de sua assessoria, o treinador informou que não vai comentar o caso.

O processo se refere à partida do dia 2 de abril de 2006, quando o treinador insinuou que o árbitro era homossexual na entrevista coletiva após o confronto entre o São Paulo e o Santos, seu clube na época, pelo Campeonato Paulista. "A única coisa que eu não gostei do árbitro é que ele ficou me paquerando. Ele não parou de me olhar. Não sou veado para ele ficar me olhando".

Rodrigo Martins Cintra se sentiu ofendido com as palavras de Luxemburgo e decidiu processá-lo por danos morais. Na defesa, os advogados tentaram argumentar que as palavras eram "críticas rotineiras e usuais a árbitros de futebol". Os magistrados, por sua vez, consideraram que os comentários mostraram "a intenção do réu foi ofender o autor (Cintra) e torná-lo motivo de chacota publicamente, tendo obtido pleno sucesso em seu intento". O valor inicial da indenização foi definido em R$ 50 mil, mas, devido às negativas do treinador em realizar o pagamento e às correções monetárias, chegou ao valor de R$ 135.026,34.

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