Nathalia Aguilar/ EFE
Nathalia Aguilar/ EFE

Justiça do Paraguai determina prisão domiciliar para Ronaldinho Gaúcho, mas em Assunção

Decisão de mudar o regime de reclusão do ex-jogador e seu irmão foi tomada após pagamento de fiança de aproximadamente R$ 8,35 milhões

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2020 | 17h21

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis vão seguir presos no Paraguai, mas agora em prisão domiciliar. Nesta terça-feira, após um mês da detenção do astro em Assunção, o juiz Gustavo Amarilla decidiu mudar o regime de reclusão do brasileiro, que agora ficará em um hotel da cidade. O veredicto que "relaxou" a condição de Ronaldinho foi tomada em audiência em que a defesa do ex-atleta apresentou o pagamento de fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,3 milhões). Além disso, os advogados Sergio Queiroz e Adolfo Marin indicaram que ele e Assis vão ficar no Hotel Palmaroga. Conheça o hotel que servirá como prisão domiciliar para o jogador

Com a documentação do pagamento da fiança e da hospedagem, o juiz optou por permitir que os brasileiros fiquem em prisão domiciliar enquanto aguardam a sequência das investigações e o julgamento, embora o Ministério Público defendesse que ambos seguissem detidos, pois, soltos, poderiam atrapalhar as investigações. A conclusão da perícia em seus celulares ainda não foi divulgada. 

Assim, a defesa de Ronaldinho, enfim, conseguiu uma vitória no processo após três recursos anteriores terem sido negados pela Justiça paraguaia. A prisão preventiva no país poderia durar até seis meses, sendo que o sistema judiciário do Paraguai está parcialmente fechado. As informações iniciais era que nada seria decidido até o dia 12 deste mês, período de recesso por causa da pandemia do novo coronavírus.

Ronaldinho e Assis foram detidos em 6 de março, quando deram entrada no Agrupamento Especializado, um quartel da Polícia Nacional adaptado como presídio em Assunção. Desde então, eles cumpriam prisão preventiva determinada pela Justiça paraguaia por usarem passaportes falsos e documentos de identidade para entrar no país dois dias antes. 

O Ministério Público investiga suposta participação de Ronaldinho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Até que a conclusão do caso não foi apresentada, Ronaldinho e Assis não poderão deixar o Paraguai. Agora, pelo menos, eles poderão desfrutar de condições melhores em um hotel. Enquanto permaneceu preso, Ronadinho fez amizade com outros detentos, jogou futebol, vôlei e futevôlei e até mandou recados em celulares para familiares desses novos amigos. Recentemente, ele começou a comer a mesma comida dos demais detentos.

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