Arquivo/Estadão
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Justiça do Trabalho suspende venda do estádio do Guarani

O valor de R$ 44,5 milhões pagos pela Magnum está bloqueado

Estadão Conteúdo

30 de julho de 2015 | 19h17

A "novela" Brinco de Ouro ganhou mais uma reviravolta nesta quinta-feira. É que a empresa Maxion conseguiu um mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas - 15.ª região -, através do juiz relator José Antônio Ribeiro de Oliveira Silva. O documento impede o pagamento dos credores de dívidas trabalhista do clube com os R$ 44,5 milhões da empresa Magnum, bloqueados na Justiça Trabalhista.

Além disso, também está proibida a expedição da carta de arrematação do estádio até que os recursos e embargos sejam analisados e julgados. "Entendemos que se o dinheiro for usado antes da análise e julgamento dos recursos, será criado um imbróglio jurídico que pode interferir no processo", argumentou o advogado da Maxion, Dárcio Vieira Marques.

Agora, Guarani, Magnum e os próprios credores da Justiça Trabalhista devem aguardar a notificação judicial para tomar as medidas cabíveis. Pelo menos foi isso que o que informou o advogado Bento Pereira Neto, que defende os credores. "Primeiro, (o mandado de segurança) precisa ser informado no processo de Campinas para que tenhamos acesso ao teor completo", afirmou o advogado.

O presidente Horley Senna esteve nesta quinta-feira em reunião na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), em São Paulo, e não se pronunciou oficialmente. A assessoria de comunicação do clube alviverde informou que o dirigente vai analisar o processo nesta sexta e, só então, irá se pronunciar.

PARCEIRA

O Guarani aposta todas as suas fichas no negócio com a Magnum para solucionar os seus problemas financeiros. Pelo acordo entre as partes, a empresa pagaria à vista as dívidas trabalhistas, que giram em torno de R$ 105 milhões, e faria um aporte financeiro de R$ 350 mil mensais por 130 meses. Além disso, ajudaria o clube na construção de um estádio para 12 mil lugares, um CT e um clube social.

Todos estes valores seriam abatidos dos 14% do Valor Geral de Venda (VGV) do empreendimento que será construído no terreno. Contudo, ficam fora deste VGV as áreas do hotel e do shopping. Este é um ponto polêmico do negócio, já que não foi especificado o valor concreto de quanto serão estes 14%. Há apenas uma estimativa de que o VGV total - incluído hotel e shopping - possa chegar a R$ 2,3 bilhões.

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