Fredy Builes/Reuters
Fredy Builes/Reuters

Justiça dos EUA homologa indenização de quase R$ 5 bi em tragédia da Chapecoense

Decisão ainda não é definitiva; alvos do processo são as corretoras de seguros Aon, Bisa e Tokio Marine Kiln

Redação, Estadão Conteúdo

01 de outubro de 2020 | 18h44

Prestes a completar quatro anos, a tragédia da Chapecoense, como ficou conhecida, ganhou um novo capítulo. A corte estadual da Flórida, estado da região sudeste dos Estados Unidos, por meio do juiz Martin Zilber, homologou um pedido de indenização para famílias de 40 vítimas do acidente, ocorrido em 2016. O valor é de US$ 844 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões), além de juros. A decisão foi expedida no fim de agosto e divulgada nesta semana.

"Essa foi uma decisão extremamente importante, uma vitória inicial. Como as companhias não deram assistência, podemos, com essa sentença, ir atrás das empresas para buscar a indenização", disse Marcel Camilo, advogado de nove famílias.

A decisão não faz com que haja pagamento imediato, mas o processo continua com um parecer inicial favorável, permitindo buscar indenização junto às seguradoras. Os alvos do processo são as corretoras de seguros Aon, a Bisa e a Tokio Marine Kiln. A ação começou em novembro de 2018 e foi aceita pelo Justiça da Flórida porque a empresa da aeronave, LaMia, possui muitos negócios no país.

AÇÃO NO BRASIL

Com isso, espera-se que a ação na Justiça do Brasil ganhe força. Existe uma CPI no Senado Federal para apurar as responsabilidades. O Ministério Público Federal (MPF) pediu indenização de US$ 300 milhões (quase R$ 1,7 bilhão) por danos morais e materiais.

A defesa das famílias argumenta que a apólice do seguro da aeronave era de US$ 300 milhões (R$ 1,24 bilhão) até 2015, e que o valor na época do acidente, de US$ 25 milhões (R$ 104 milhões), não condiz com a realidade, com o aumento de risco por transportar jogadores.

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