Justiça Federal pode mandar Eurico Miranda para o manicômio

Presidente do Vasco pode trabalhar com deficientes físicos para cumprir pena por delito de resistência

Bruno Lousada, O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2008 | 20h15

A Justiça Federal pode mandar o presidente do Vasco, Eurico Miranda, para o manicômio, a fim de que preste serviços comunitários por um ano e seis meses como pena para sua condenação por delito de resistência - o dirigente ameaçou, em 2001, um oficial de Justiça e ordenou que as luzes de São Januário fossem apagadas com o intuito de impedir a busca e apreensão de documentos durante a CPI do Futebol. Veja também:  Vasco não está contente com vantagem na Copa do Brasil Essa é uma das alternativas determinadas pela juíza titular da 8.ª Vara Federal Criminal, Valéria Caldi Magalhães, para punir o polêmico dirigente. Em sua sentença, Valéria relata que Eurico Miranda pode trabalhar com deficientes físicos na ABBR, clínica localizada no Jardim Botânico, na zona sul do Rio, ou com doentes mentais na APAE, no Hospital Phillp Pinel ou na Colônia Juliano Moreira. Segunda a juíza, o presidente do Vasco terá de pagar 360 salários mínimos, que serão divididos, em partes iguais, entre dez entidades públicas ou privadas com "destinação social que vierem a ser indicadas pelo Juízo da Execução, preferencialmente entre aquelas destinadas aos cuidados de doentes mentais, deficientes físicos, aidéticos ou portadores de câncer". Na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal negou habeas-corpus pedido pelo dirigente para suspender os efeitos da sua condenação por delito de resistência.

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