Justiça garante pagamentos com leilão do Brinco de Ouro

Venda do estádio servirá para quitar dívidas trabalhistas do Guarani

Estadão Conteúdo

10 de junho de 2015 | 19h41

O Guarani deu mais um passo para a venda do Estádio Brinco de Ouro, em Campinas. Nesta terça-feira, em audiência no 15.º Tribunal de Justiça do Trabalho com todos os credores, os advogados do clube e os dois grupos interessados (a Magnum e a gaúcha Maxion), o tema foi mediado pela juíza Ana Cláudia Torres Vianna. A demorada reunião, perto de quatro horas, definiu as diretrizes para os pagamentos das dívidas trabalhistas com base na proposta feita pela atual parceira bugrina.

As dívidas executadas giram em torno de R$ 60 milhões. O acordo feito é que os credores que tem direito até R$ 100 mil receberão 100% dos direitos, enquanto os que têm dívidas acima de R$ 100 mil embolsarão 90% do valor a que têm direito. As partes chegaram a um acordo depois de horas de negociação. O pagamento deve acontecer à vista.

"Depois de longas horas de audiência, os credores encontraram uma forma fazer o pagamento. A proposta de intenção de ficar com o Brinco e fazer o pagamento dos credores foi aqui. O arrematante esteve aqui, eles não acham viável o pagamento da forma que os credores aceitaram", afirmou o juíza.

O dinheiro para o pagamento será adiantado pela Magnum e, posteriormente, descontado dos 14% do Valor Geral da Venda (VGV) que a empresa destinaria ao clube após a venda do Estádio Brinco de Ouro e construção dos novos investimentos imobiliários no local, descartando o shopping e o hotel. Não há um valor concreto. A previsão é que o VGV possa chegar até a R$ 2,3 bilhões, mas não há garantias.

Após este encontro na Justiça, Guarani, Maxion e Magnum ficarão no aguardo sobre o próximo passo da juíza. Baseada em todos os encontros, ela deverá ficar entre duas situações: confirmar a arrematação da Maxion por R$ 105 milhões e negar os embargos de arrematação em primeira instância; ou então anular o leilão e aceitar a proposta da Magnum.

Independente de qual decisão será tomada, a tendência é de que esta batalha jurídica se arraste por anos. O que foi garantido, nesta quarta-feira, com a assinatura da ata, porém, é o pagamento das dívidas trabalhistas. A decisão da juíza está marcada para o próximo dia 17.

Se a Maxiom for vencedora na Justiça, a MMG terá que ser ressarcida pela empresa pela quitação da dívida em juíza. A briga jurídica, então, poderia se arrastar, mas sem prejuízo dos credores trabalhistas.

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