Justiça limita ações da 'Geral do Grêmio' no Olímpico após briga

Cerca de 50 torcedores, responsáveis pela 'avalanche', estão proibidos de entrar no estádio

ELDER OGLIARI, Agência Estado

30 de agosto de 2011 | 20h50

PORTO ALEGRE - A "Geral do Grêmio", torcida mais barulhenta do Olímpico e responsável pela "avalanche" vista no estádio a cada gol do time, terá seus movimentos limitados por tempo indeterminado. Por acordo feito nesta terça-feira entre o Judiciário, o Ministério Público, a Brigada Militar e o clube, cerca de 50 integrantes do grupo, já identificados, e outros, que forem reconhecidos, estão proibidos de entrar no estádio. Os demais não poderão portar camisas e bandeiras e faixas da torcida organizada e nem instrumentos musicais.

A medida já será aplicada no jogo do Grêmio contra o Atlético-PR, no próximo domingo, e vigora até que as autoridades apurem responsabilidades do tumulto ocorrido ao final do clássico com o Internacional, domingo passado. Se entender necessário, o clube poderá estabelecer novas regras para a presença de torcidas organizadas no estádio.

No domingo, depois da vitória por 2 a 1 sobre o maior rival, um grupo de gremistas detonou um explosivo no pátio do Olímpico, derrubou grades de ferro e avançou contra o posto do Juizado Especial Criminal no estádio, na tentativa de libertar três parceiros que haviam sido presos por briga entre correntes diferentes de torcedores na área da Geral.

Cerca de 30 participantes do ato de vandalismo foram detidos. Eles pagaram multas e, nos próximos três meses, terão de se apresentar a uma delegacia de polícia enquanto o tricolor estiver jogando no Olímpico.

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