Justiça manda bloquear parte da renda de jogos do São Paulo

O dinheiro será utilizado para o pagamento de dívidas do clube com o INSS, que somariam R$ 4.595.672,36

11 de outubro de 2007 | 20h25

Nesta quinta-feira, a Justiça Federal determinou que 20% da quantia arrecadada nas bilheterias em jogos do São Paulo até o final do Campeonato Brasileiro sejam bloqueados para o pagamento de dívidas com o INSS - que somariam R$ 4.595.672,36, mas os dirigentes do clube garantem que a decisão da juíza Ana Lúcia Jordão Pezarini foi precipitada e será revertida nos próximos dias. "Houve confusão, primeiro porque o processo estava arquivado havia dez anos, e a dívida já estava negociada. Fizemos o parcelamento desse valor, mas no processo foram incluídas outras dívidas, que também já estão sendo quitadas", disse Kalil Rocha Abdala, diretor jurídico do São Paulo. "São dois processos diferentes, que, equivocadamente, foram somados num só." A decisão da Justiça foi tomada porque o clube, apesar de ter parcelado o pagamento dos débitos com o INSS, teria atrasado as 12 últimas parcelas, que teriam resultado num valor a pagar de R$ 1.315.407,50. Mas Kalil Rocha Abdala informou que já entrou com petição - ou agravo de instrumento - no Tribunal Regional Federal da 3ª Região e acredita numa resposta favorável. "Até o jogo contra o Cruzeiro (no dia 21), no Morumbi, tudo estará regularizado", afirmou o dirigente. "Não haverá penhora, já fizemos o pedido para apreciação do caso por parte do juiz e também pelo pleno do Tribunal", disse o dirigente. Para Kalil Rocha Abdala, o caso veio à tona para desestabilizar o clube. "Nunca iríamos bobear numa coisa tão primária", garantiu. "Mas dizer que o São Paulo tem dívida é um prato cheio para muita gente."

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