Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Justiça nega em 1ª instância pedido de Everson para rescindir com o Santos

Goleiro vai recorrer da decisão, e clube fica confiante para vencer caso envolvendo atacante Eduardo Sasha

Guilherme Amaro, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2020 | 19h37

A Justiça negou em primeira instância o pedido do goleiro Everson para ter seu contrato com o Santos rescindido. O jogador vai recorrer da decisão. Além de Everson, o atacante Eduardo Sasha busca rescindir seu vínculo com o clube na Justiça.

Everson entrou com processo na Justiça cobrando valores atrasados pelo clube e pedindo a rescisão de seu contrato. O goleiro não participa dos treinamentos da equipe no CT Rei Pelé desde o fim de semana.

No processo, Everson alega que o Santos deve cinco meses de direitos de imagem a Everson, além da redução de 70% do salário em carteira nos últimos três meses, medida que o clube adotou para todos os funcionários que recebem acima de R$ 6 mil por conta da crise financeira gerada pela pandemia do coronavírus.

A redução foi causa de insatisfação entre os jogadores, pois primeiramente o acordo era para que fosse de 35%. No entanto, a diretoria impôs um corte de 70% e somente avisou no dia do pagamento. Everson é considerado um dos líderes do elenco.

Caso Sasha

O atacante Eduardo Sasha foi o segundo jogador do Santos a entrar na Justiça para rescindir seu vínculo. Com a vitória em primeira instância no caso de Everson, o Santos fica confiante no processo movido por Sasha, porque as alegações dos dois jogadores são semelhantes.

Em comunicado enviado por sua assessoria de imprensa na segunda-feira, Sasha citou os motivos para entrar na Justiça contra o Santos. "Eu sou pai de família, tenho minhas responsabilidades e obrigações e fomos comunicados que teríamos um desconto de 30% em nossos salários por conta da pandemia. Nós jogadores estávamos dispostos a aceitar porque sabíamos da situação que o mundo estava vivendo, porém faltando 2 dias para o pagamento fomos comunicados que teria um corte de 70% nos salários, não houve nenhuma explicação. Não há o recolhimento do FGTS faz algum tempo e já tínhamos 3 meses de imagem atrasados, antes mesmo da pandemia, ninguém da diretoria nos dá nenhuma satisfação", justificou o atacante.

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