Leo Correa/AP
Leo Correa/AP

Justiça obriga Flamengo a pagar R$ 10 mil mensais as famílias de jovens mortos no Ninho do Urubu

Pagamento deverá ser feito até que sejam definidas as indenizações definitivas

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 19h48
Atualizado 06 de dezembro de 2019 | 10h45

Nove meses após o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo que matou dez jogadores da categoria de base entre 14 e 16 anos, a Justiça do Rio determinou que o clube pague mensalmente R$ 10 mil a cada família por sua perda e que inclua na sua folha de pagamento três outros jovens que ficaram feridos na tragédia. O pagamento deverá ser feito até que sejam definidas as indenizações definitivas.

A decisão foi concedida liminarmente a pedido da Defensoria Pública e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, me processo que está correndo na Vara Cível da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.

"Tratando-se de clube de futebol, as constantes transações financeiras envolvendo jogadores de futebol, as rendas provenientes de bilheterias de estádios e as rendas oriundas de transmissões de televisão, são suficientes para garantir a eficácia da decisão", explica a  decisão judicial.

Caso o clube não efetue o pagamento imediato, inclusive dos meses anteriores à decisão, a multa diária por cada vítima será de R$ 1 mil. Os pagamentos serão efetuados até que o Flamengo e as famílias das vítimas cheguem a um acordo sobre as indenizações na justiça.

O incêndio no "Ninho do Urubu", como é conhecido o centro de treinamento do Flamengo, em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio, ocorreu no dia 8 de fevereiro deste ano provocado por uma falha no ar condicionado. O local já havia sido interditado pela Prefeitura do Rio em 2017, após quase 30 multas por falta de alvará.  O Flamengo informou que foi notificado apenas no começo da noite desta quinta-feira e irá analisar o caso para se manifestar na tarde dessa sexta-feira. 

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