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Justiça paraguaia rejeita arquivar extradição de Leoz

Acordo entre país sul-americano e os EUA garante a transferência

Estadão Conteúdo

27 de agosto de 2015 | 13h10

A Justiça do Paraguai rejeitou, nesta quinta-feira, o pedido de arquivamento do processo de extradição do ex-presidente da Conmebol, Nicolas Leoz. A defesa do dirigente de 86, que havia entrado com o recurso na última segunda-feira, já afirmou que vai levar o caso ao tribunal de apelações do país.

Os advogados de Leoz argumentam que no Paraguai não existe uma lei para processar os pedidos recebidos do exterior. Mas Humberto Otazú, juiz penal de garantias, argumenta que o Paraguai tem um acordo de extradição com os Estados Unidos, no qual "existe um trâmite preestabelecido referente aos requisitos para uma extradição".

Por conta deste entendimento, 14 pessoas foram extraditadas do Paraguai para os Estados Unidos desde 1996. "Foram enviadas simplesmente por uma resolução de um tribunal e não por uma regra específica de extradição", defende o advogado de Leoz, que ainda pode apelar em várias instâncias, até o Superior Tribunal do país.

Leoz, de 86 anos e presidente da Conmebol entre 1986 e 2013, foi acusado pelas autoridades norte-americanas de subornos, crime organizado e outros delitos relacionados com a venda de direitos de torneios de futebol. Ele está detido sob prisão domiciliar desde 1.º de junho.

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