Justiça suíça aprova extradição de dirigente da Fifa para a Nicarágua

O Ministério da Justiça da Suíça aprovou nesta sexta-feira o pedido de extradição do nicaraguense Julio Rocha para o seu país de origem. Rocha, ex-presidente da Federação de Futebol da Nicarágua e um dos responsáveis pela área de desenvolvimento da Fifa, foi um dos dirigentes da entidade presos no dia 27 de maio, em Zurique.

Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2015 | 15h14

Rocha, de 64 anos, é acusado de receber propina para beneficiar agências de marketing esportivo na venda de direitos de transmissão de competições organizadas pela Conmebol, da qual a federação nicaraguense é uma das filiadas.

Apesar da aprovação por parte da Justiça suíça, o ex-dirigente da Fifa aguarda autorização do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que encabeça a investigação. O governo norte-americano também quer extraditar Rocha, assim como já fez com o ex-vice-presidente da Fifa Jeffrey Webb. O ex-presidente da CBF José Maria Marin é outro alvo da Justiça americana.

"Cabe às autoridades americanas decidir se concordam com a prioridade dada à Nicarágua", declarou Folco Galli, porta-voz do Ministério da Justiça da Suíça. Se os americanos rejeitarem o pedido de Rocha, diz Galli, as autoridades suíças vão decidir para onde Rocha será extraditado.

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