Justiça suíça inocenta Blatter

Depois de meses de polêmicas, um tribunal suíço anunciou, nesta quarta-feira, que não há provas para condenar o presidente da Fifa, Joseph Blatter, no que se refere às acusações de corrupção e desvio de verbas. As acusações foram feitas no início do ano por 11 membros do comitê executivo da Fifa, o que foi caracterizado por Blatter como uma tentativa de evitar sua vitória nas eleições da entidade, em maio.O caso envolvia 12 acusações contra o presidente da Fifa, inclusive sobre o fato de que teria comprado votos para sua eleição, em 1998. Blatter tentou de todas as formas impedir que a investigação fosse concluída antes das eleições e dificultou o acesso aos documentos. Depois da vitória de Blatter nas eleições de maio, seus principais opositores retiraram a queixa do tribunal e o suíço nomeou seus aliados para ocupar os principais postos na Fifa.Mesmo assim, o tribunal de Zurique decidiu seguir com o processo, apesar da falta de cooperação da Fifa. A conclusão foi de que os fatos apresentados estavam incorretos e foram apoiados pelo próprio comitê executivo da entidade, o que acabava legitimando qualquer ato que tivesse sido tomado por Blatter. "Esse foi um jogo sujo e que jamais deve ser repetido. Meu nome foi limpo e o único objetivo das acusações era impedir minha reeleição como presidente da Fifa", afirmou Blatter.O tribunal de Zurique ainda dá a possibilidade para que os opositores do presidente da Fifa apelem contra a decisão dos procuradores. Da parte de Blatter, o suíço garante que não irá pedir compensações pelos danos que sofreu com as acusações e garante que, ao invés de pagar pelos custos do processo, a Fifa irá fazer uma doação a uma instituição de caridade de Zurique.Resta saber de onde sairão esses recursos, já que a situação financeira da entidade é uma das piores em seus quase cem anos de existência.

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