Justiça uruguaia nega pedido de liberdade provisória a ex-presidente da Conmebol

Decisão da Justiça aconteceu no último dia 1º, mas foi confirmada apenas nesta segunda

Estadão Conteúdo

12 de dezembro de 2016 | 21h34

A Justiça do Uruguai confirmou oficialmente nesta segunda-feira que negou um pedido de liberdade provisória a Eugenio Figueredo, ex-presidente da Conmebol e ex-vice-presidente da Fifa, que está preso sob acusação de ter cometido crimes de lavagem de dinheiro e fraude enquanto era comandante da entidade que dirige o futebol sul-americano e dirigente do órgão máximo do esporte mais popular do planeta.

A decisão da Justiça aconteceu no último dia 1º, mas foi confirmada apenas nesta segunda-feira pelo Poder Judicial do Uruguai, que em nota publicada em seu site oficial informou que a Suprema Corte do país optou por não aceitar o pedido feito pela defesa de Figueredo.

Um dos dirigentes presos em 2015 no maior escândalo de corrupção da história do futebol, que provocou a detenção do ex-presidente da CBF José Maria Marin e de outros dirigentes do primeiro escalão no mundo, Figueredo ficou oito meses preso na Suíça, onde foi detido inicialmente em maio do ano passado, até ser extraditado em dezembro de 2015 ao Uruguai.

O ex-mandatário da Conmebol foi acusado, no final de 2013, por vários clubes do futebol uruguaio e pela associação de jogadores do país de ser integrante de uma "organização criminosa" que cobrava subornos em troca de licenças para ter os direitos de transmissão de competições organizadas pela entidade sul-americana.

Figueredo foi presidente da Conmebol entre 2013 e 2014 e vice-presidente do organismo continental de 1993 a 2013.

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