Juvenal e Lapolla oficializam candidaturas a presidência do São Paulo

Atual presidente do clube paulista pode ferir estatuto do São Paulo, que proibe dupla reeleição

AE, Agência Estado

15 de abril de 2011 | 13h11

SÃO PAULO - Juvenal Juvêncio e Edson Lapolla oficializaram nesta sexta-feira suas candidaturas à presidência do São Paulo para a eleição que será realizada na próxima quarta-feira, às 19 horas, no salão nobre do Estádio do Morumbi. Atual presidente, o primeiro deles buscará a sua segunda reeleição seguida, enquanto Lapolla aparece como representante da oposição.

As candidaturas foram confirmadas por meio de anúncios publicados pelos candidatos em jornais de grande circulação de São Paulo, obedecendo uma exigência do estatuto do clube. Nos anúncios, Juvenal e Lapolla apresentaram as plataformas de suas campanhas.

Por contar com o apoio da grande maioria dos conselheiros do clube, que serão os únicos que poderão votar na eleição, Juvenal é franco favorito, fato que é reconhecido até mesmo por Lapolla, que entrou como candidato por reclamar, entre outras coisas, de falta de "transparência" da atual administração.

Dirigente do São Paulo nos anos 90, Lapolla aponta supostas irregularidades cometidas pela atual gestão, a quem acusa de não expor a real situação financeira do clube. Com chances improváveis de vencer a eleição, ele resolveu apresentar sua candidatura como forma de protestar contra a administração de Juvenal.

O atual presidente, por sinal, deverá obter o seu terceiro mandato após realizar uma manobra política que, inicialmente, fere o estatuto do São Paulo. Segundo ele, não é permitido um candidato se reeleger mais de uma vez. Eleito pela primeira vez em 2006, Juvenal derrotou o ex-judoca Aurélio Miguel em disputa realizada em 2008, quando se reelegeu.

Na época, uma mudança no estatuto aumentou o tempo de mandato do presidente de dois para três anos. Com base nesta mudança, Juvenal passou a considerar a sua candidatura legítima. Ele alega que seria a sua primeira reeleição dentro do novo estatuto são-paulino. O fato foi contestado pela oposição, que chegou a tentar, sem sucesso, impugnar a participação do dirigente na eleição da próxima quarta-feira.

 

 

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