Juvenal Juvêncio diz que reforços não renderam o esperado

Presidente do São Paulo poupa apenas o atacante Adriano e fala dos principais problemas do clube

Entrevista com

Eduardo Affonso, Rádio Eldorado/ESPN

18 de abril de 2008 | 18h03

Em almoço com jornalistas, o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, negou nesta sexta-feira que o clube tenha cometido erros no planejamento. Para o dirigente, o problema na temporada foi que alguns jogadores, contratados com statu de craque, não renderam o esperado.  Veja também: Muricy reclama de clima de guerra para a semifinal Vote: quem disputará a final do Paulistão?  Serviço: para quem vai ao clássico no Palestra  Bate-Pronto: Que o clássico fique apenas no futebol Próximo de uma decisão no Campeonato Paulista contra o Palmeiras, o dirigente disse que continua sem entender o motivo que levou a Federação Paulista de Futebol (FPF) a marcar o segundo jogo das semifinais para o Palestra Itália - o duelo acontece neste domingo, com cobertura do estadao.com.br e da Rádio Eldorado/ESPN - AM 700. Sobre o volante Carlos Alberto, Juvenal disse que foi um "casamento que não deu certo". O dirigente negou que o jogador tenha trocado socos com Fábio Santos, este último reintegrado ao grupo após um período de suspensão. Já o atacante Adriano, em boa fase, foi elogiado pelo presidente. Para Juvenal, o Imperador só se recuperou por causa do rigor imposto na multa aplicada ao atleta, quando o mesmo chegou atrasado ao treino e ameaçou bater num fotógrafo. PRINCIPAIS TRECHOS DA CONVERSA COM JUVENAL JUVÊNCIO: ERRO DE PLANEJAMENTO"Esse termo é equivocado. Dá para falar o seguinte: as contratações do São Paulo não renderam aquilo que a diretoria e a comissão técnica esperavam. Um monte de jogador recebeu prêmios após o Brasileirão, mas eles não foram bem no São Paulo (Juvenal se refere a Juninho e Joílson). Não houve erro de planejamento. O elenco é forte para disputar o título paulista e ir á segunda fase da Libertadores. Pode ser que para a Libertadores a gente ainda contrate mais uns dois reforços." JOGO NO PALESTRA"Estranhei que o jogo foi marcado neste estádio. A Federação disse que o campo era um barril de pólvora. No próximo Paulistão, temos de mudar isso [o regulamento em que a FPF escolhe o mando das finais]. O Palmeiras entregou mais 400 ingressos para o São Paulo, mas vai ser chato ver a torcida sendo escoltada pela polícia para chegar até lá." CARLOS ALBERTO"Foi um casamento que não deu certo. O Carlos Alberto já tinha sido multado na manhã seguinte ao atraso em 40% dos vencimentos. Depois aconteceu aquilo lá [discussão com Fábio Santos, sem socos, segundo o dirigente]. Isso foi a gota d'água para ele. Desde o começo sabia que era um risco a contratação. Para o São Paulo, que tem um belo centro de recuperação [Reffis], seria importante aceitar o desafio de recuperá-lo." ADRIANO"Após o atraso [em fevereiro], mandei acordar ele às 8h30 da manhã. Ele desceu com cara de sono e assinou a multa. Em seguida, o jogador foi numa reunião e pediu desculpas para os companheiros. A severidade com o Adriano fez com que ele recuperasse o bom futebol." FÁBIO SANTOS"Não queria perdoar o atleta. Foi uma insubordinação abandonar a concentração após o ocorrido [discussão com Carlos Alberto]. "Mas os jogadores [liderados por Rogério Ceni] contaram que ele estava chorando, a mulher dele chorou. Então pedi para o Fábio Santos fazer uma carta de desculpas. Eu a analisei e resolvi perdoá-lo." HUGO"Ele começou a encher a paciência e disse que gostaria de sair por causa da mulher. Deixamos ele treinando em separado para que aparecessem as propostas que o Hugo disse que tinha. Não chegou nenhuma. Só que nasceu o filho dele e a família da mulher veio para São Paulo. Então, ele pediu para ser reintegrado e decidimos dar uma chance." TAÇA DAS BOLINHASLiguei para o Ricardo Teixeira [presidente da CBF] e disse: Cade a minha taça?. O São Paulo vai recebê-la até o final do ano. O Flamengo [através de Márcio Braga] chegou com uma conversa de fazer duas taças. Mas eu não quero isso não. A taça é do São Paulo."

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