Werther Santana/AE - 26/6/2012
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Juvenal Juvêncio em dúvida se vale a pena investir em Ganso

Presidente do São Paulo não está convencido da utilidade do meia do Santos

Paulo Galdieri e Sanches Filho, Jornal da Tarde

20 de agosto de 2012 | 08h28

A contratação de Paulo Henrique Ganso depende em última instância, claro, do presidente Juvenal Juvêncio. Mas além de aguardar uma canetada do principal cartola autorizando o negócio, os dirigentes do São Paulo que defendem a aposta no meia do Santos ainda vão precisar convencer o presidente de que Ganso dará retorno ao Tricolor.

Segundo apurou o JT, Juvenal Juvêncio não é contra a negociação, mas ainda não está totalmente convencido de que o clube deveria confiar na volta por cima do camisa 10 santista e fazer um grande investimento nessa contratação.

Dois pontos deixam o principal dirigente são-paulino ressabiado com essa tentativa de contratação. A primeira barreira vista por Juvenal é que Ganso não tem o perfil de ser um jogador que se envolve com o time, que seja um “guerreiro” – para o presidente, é desse tipo de atleta que a equipe mais precisa no momento pelo qual passa.

O segundo empecilho é mais prático: o preço alto que teria que ser desembolsado para pagar o Santos, cerca de R$ 25 milhões referentes aos 45% da multa rescisória para clubes brasileiros que o Peixe tem direito.

A missão de tentar convencer Juvenal a contratar Ganso é de Adalberto Batista. O diretor de futebol é quem está mais empolgado com a possibilidade de levar o jogador para o Morumbi. Mas esse interesse no meia santista já nasceu há pelo menos dois meses.

A primeira sondagem foi feita pelo próprio Batista. Em uma reunião do G4 (grupo dos quatro grandes paulistas), antes de os jogadores se apresentarem para os Jogos Olímpicos de Londres, o são-paulino perguntou ao representante do Santos na reunião se haveria a possibilidade de negócio. Ao ouvir que sim, ele iniciou a investida.

Por parte da DIS, dona de 55% dos direitos econômicos de Ganso e responsável pelo gerenciamento da carreira do jogador, a receptividade foi positiva. Adalberto também ouviu que o próprio Ganso tem interesse em trocar a Vila pelo Morumbi.

O presidente do Santos. Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, admitiu ter recebido em sua casa o mais alto dirigente da DIS, Thiago Ferro, para tratar do futuro de Ganso. Assim, há a expectativa que até quarta-feira deve chegar à cúpula santista uma proposta oficial do São Paulo.

Mas se quiser contar com Ganso ainda neste Brasileiro, o São Paulo (sobretudo Adalberto Batista) terá de correr para desatar todos os nós. Ontem, o meia fez seu terceiro jogo pelo Santos no Nacional. O limite para trocar de time são sete partidas. Se Ganso não se ausentar mais nas próximas rodadas, ele vai estourar essa marca no dia 6 de setembro.

O dinheiro que foi obtido com a venda de Lucas deverá ser revertido em contratações, mas o presidente acredita que o momento é desfavorável para compras, uma vez que a janela de contratações do mercado exterior para o Brasil está fechado e, internamente, os melhores jogadores não estão disponíveis.

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