Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Juvenal Juvêncio pode demitir Emerson Leão ainda nesta terça-feira

Presidente do São Paulo já decidiu pela substituição do comandante tricolor. Milton Cruz assumirá como interino

Fernando Faro, estadão.com.br

26 de junho de 2012 | 08h07

SÃO PAULO - Emerson Leão não seguirá no São Paulo e pode ser demitido pelo presidente Juvenal Juvêncio ainda nesta terça-feira. O mandatário chegou à conclusão que o ciclo do treinador se esgotou no clube e já procura substitutos. A novidade é que ele pode nem esperar arrumar um substituto para o comandante e entregar a equipe ao auxiliar Milton Cruz, mas ainda não está totalmente seguro para agir.

Juvenal passou a segunda-feira inteira em reunião com o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes e o diretor de futebol Adalberto Baptista, favoráveis à demissão imediata de Leão. Ele julga que o treinador não só não conseguiu dar padrão de jogo à equipe, mas perdeu o apoio dos jogadores após a derrota para a Portuguesa. Ao dizer que Leão faz um trabalho "razoável", deu a senha para o técnico teria vida curta, mas não queria repetir os últimos anos e correr o risco de ver o time fora da Libertadores mais uma vez.

Existe uma chance pequena de reversão do quadro, mas ela parece cada vez mais improvável. O mandatário deve comparecer ao CT da Barra Funda para medir a temperatura do elenco e bater o martelo pela demissão de Leão. Se sentir que ainda é possível segurá-lo, pode recuar por mais alguns dias, mas vê a situação irreversível. É só uma questão de tempo.

A diretoria inclusive já procura alguns nomes para ocupar a vaga e é aí que reside o problema. Todas as opções prioritárias estão empregadas, inclusive os dois grandes sonhos de Juvenal: Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari. O mandatário não quer pagar a multa do atual técnico do Santos e não parece disposto a esperar até o fim do ano para se aproximar de Felipão, que ainda tem um salário na casa dos R$ 700 mil, valor impraticável para os padrões do clube.

Certo mesmo é que os dias de Leão estão mesmo contados. Resta agora saber quantos ainda restam.

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