Juvêncio: Muricy saiu porque 'é assim mesmo no futebol'

Presidente do São Paulo aponta problemas no grupo e queda de rendimento do time como motivos para troca

Gabriel Navajas, Jornal da Tarde

20 de junho de 2009 | 13h04

Hélvio Romero/AE

O preidente Juvenal Juvêncio acompanha a declaração de despedida de Muricy Ramalho do São Paulo

SÃO PAULO - A demissão do técnico Muricy Ramalho pelo São Paulo só aconteceu porque 'é assim mesmo no futebol', explica o presidente Juvenal Juvêncio. O dirigente garantiu que não pensava em trocar o treinador do time antes e, para quem quiser entender assim, que o principal motivo não foi a derrota para o Cruzeiro e a consequente eliminação da Copa Libertadores.

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"Antes de técnico, o Muricy é um cidadão, o que não é fácil nesse meio esportivo. Foram três anos e meio aqui. Num clube de futebol isso é quase uma eternidade. E num clube da exigência do São Paulo essa eternidade parece ainda mais profunda. Eu sempre sustentei essa posição do Muricy. Certamente uma indagação que pode estar no ar é 'por que ele sai então?', 'qual a contradição desse processo?'. É assim mesmo no futebol", afirma.

Ele completa o raciocínio: "Essa coisa surgiu porque perdemos para o Cruzeiro? Não. Essa coisa surge dentro do processo. Essa equipe que está aqui, que o próprio Muricy dizia, há minutos, que é superior à da temporada passada, não está ganhando", discursa.

Juvêncio aponta como principal problema o rendimento do time atual, inferior ao do ano passado. "A equipe da temporada passada, diz o Muricy, era inferior a essa e estava ganhando e essa não. Como explicar isso? Aí sim há uma contradição. Nós verificamos, ao longo desse primeiro semestre, que as coisas não se encaixaram bem. Hoje o futebol está muito igual em termos de performance em campo. A diferença está nos detalhes, mas nós não temos cumprido os detalhes".

CRISE

Outro ponto que o presidente são-paulino comenta é problemas de relacionamento entre alguns jogadores e o técnico. "Eu vejo um atleta aqui protestando porque foi substituído, eu vejo um atleta ali reclamando porque não joga, o outro chutou o pau da bandeira porque não sei o que, outro aquilo, outro aquilo outro. Isso não pode. Este é um processo que vem vindo".

Juvenal Juvêncio aponta os motivos que pesou para trocar o técnico. "Eu entendo que a substituição de um técnico deva preceder de três requisitos básicos e tenho dito isso aos meus parceiros ao longo do processo. Primeiro, o dirigente tem de ter convicção de que o técnico tem de ser substituído. Há um estresse de exaustão. Segundo, em que momento. E, terceiro, quem. É muito difícil conjugar esses três fatores. O técnico sai hoje, por decisão nossa. Eu entendi que a minha convicção estava arraigada. Ele precisava sair. Fiz agora porque entendi que este é o momento".

"O terceiro momento: quem. Também já temos", conclui. O novo comandante do time tricolor é Ricardo Gomes, que estava no futebol francês - dirigia o Monaco - e chega na próxima segunda-feira para acertar os últimos detalhes e assumir o cargo.

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