Juventude perde em qualidade em 2003

O Juventude que estréia no Campeonato Brasileiro neste domingo, contra o São Paulo, no estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, está bem diferente daquele que encerrou a competição do ano passado na sétima colocação. E para pior, com uma acentuada perda de qualidade, reconhecida pela própria direção do clube, que encontra dificuldades para contratar reforços. A primeira modificação está na comissão técnica. O técnico Ricardo Gomes, que saiu para comandar a Seleção Olímpica, foi substituído pelo auxiliar Cristóvão Borges, que pela primeira vez comandará uma equipe. Cristóvão foi um meia de destaque em vários clubes do país, entre os quais o Grêmio. A preparação física está a cargo de Rodrigo Poletto, que no ano passado foi auxiliar de Darlan Schneider, hoje trabalhando com Luiz Felipe Scolari na seleção de Portugal. No grupo de atletas ocorreu a saída de muitos destaques do Brasileirão de 2002. A começar pelo goleiro Diego, considerado o melhor do campeonato, passando pelo lateral Itaqui, zagueiros Paulão e Índio, volante Fernando, meias Valdo e Pereira, e chegando nos atacantes Leonardo Manzi e Cláudio Pitbull. O atacante Edmílson, que dizia ter uma proposta do exterior, renovou contrato em fevereiro, mas não chegou a jogar nenhuma partida e acabou dispensado na última terça-feira. A versão oficial é de que ele vai jogar na Coréia do Sul, mas há rumores de problemas no comportamento extracampo. Em meio a tantas perdas, a reposição foi diminuta. Uma das novidades é o goleiro Maurício, ex-Corinthians e que disputou o Campeonato Paulista pela Portuguesa Santista. O volante Evandro e o meia Hugo vieram do Flamengo, além do também volante Wellington e o lateral-esquerdo Wederson, do Americano-RJ. Do Grêmio, retornou o volante Fernando, formado nas categorias de base do Juventude e que havia sido emprestado. Mas a poucos dias da estréia ele sofreu uma lesão muscular e deve ficar fora das primeiras rodadas. Outras contratações são o meia Rafael e o atacante Gustavo, de equipes do interior do Rio Grande do Sul. Com eles, mais os remanescentes do ano passado, o grupo de atletas tem uma média de idade de 22 anos, contra 26 de 2002. Isso significa menor experiência em competições de alto nível, o que é mais um motivo de preocupação para a torcida. Time-base: Maurício; Mineiro, Filipe Alvim e Renato; Evandro, Dionattan, Rodrigo Pontes, Marcelo e Hugo (Rafael); Michel e Gustavo.

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