Juventus x Ponte: um jogo para ?poucos?

O Estádio Conde Rodolfo Crespi, na pacata Rua Javari, no coração da Mooca, zona leste de São Paulo, vai ser palco neste sábado à tarde de um jogo para ?poucos?. Juventus e Ponte Preta farão a partir das 16 horas a única partida do dia pela terceira rodada do Grupo 1 do Campeonato Paulista, muito provavelmente, para um público pequeno. Na primeira partida do Juventus em casa neste Paulistão, sábado passado contra o Atlético Sorocaba, o público foi de 541 pagantes e nada faz crer que possa ser muito maior hoje. Os times estão mal no campeonato - o Juventus é 5º e a Ponte é apenas 7ª colocada no grupo - e o preço do ingresso (20 reais) é considerado alto demais pela maioria dos torcedores. Além disso, o Juventus, tradicionalmente, atrai pouco público. A média na Javari é de aproximadamente 400 torcedores por jogo. Não haverá transmissão ao vivo da televisão, mas pelo menos três emissoras de rádio de Campinas vão acompanhar a partida, por conta da participação da Ponte Preta. Por ser o único jogo do dia, emissoras de rádio de São Paulo também deverão deslocar equipes para o estádio. Além da pequena ?Ju-Jovem?, a torcida organizada do time da casa, cerca de 200 pontepretanos devem marcar presença. Não mais que isso.Apesar disso, os jogos na Javari são revestido de certo charme. Ver um jogo ou participar dele é algo especial para algumas pessoas. "É um prazer ir à Javari. Aquele estádio transmite uma nostalgia, aquele romantismo que não existe mais no futebol", diz o técnico da Ponte, Estevam Soares, que também já esteve dentro de campo nas décadas de 70 e 80 como jogador do Guarani e do São Paulo. "O gramado é impecável", lembra o fisicultor Cristiano Nunes. Para o veterano meia Piá, jogar na Rua Javari é como "participar de uma pelada, porque o torcedor fica no alambrado tem enchendo o saco".Roberto Brida, técnico do Juventus, acha "especial? jogar na Javari. ?Mesmo porque para mim traz boas recordações do tempo em que ainda era jogador do próprio Juventus". Ele diz que faz questão de sempre lembrar aos seus jogadores, que a "Javari é nossa casa e que precisamos fazer valer esta vantagem".TIMES - Para enfrentar a Ponte, o técnico do Juventus, Roberto Brida, faz muito mistério. Em relação ao time que venceu o Atlético Sorocaba na semana passada, por 3 a 2, o treinador pode promover três mudanças. Na lateral-direita Itabuna pode ganhar a vaga de Jorge Luís, ex-Ponte, na outra ala Luís Henrique e Fábio Lima disputam posição e no meio campo Lisandro pode substituir Terrão."Não tenho pressa para divulgar a escalação. Ainda tenho tempo para avaliar melhor", desconversou Brida. O Juventus tem três pontos, porque perdeu na estréia para o América, por 5 a 1, em Rio Preto.A Ponte Preta também terá mudanças, com ênfase para o setor defensivo. Márcio Goiano estreará na lateral direita, aproveitando a contusão de Denis. Mas a grande mudança é no sistema tático com a entrada de Luis Carlos e com o deslocamento de Alan para a lateral-esquerda no lugar de Bill. Assim o time troca o 3-5-2 pelo tradicional 4-4-2. No ataque, persiste uma dúvida. Weldon deveria fazer sua estréia, mas sentiu uma contusão e está praticamente vetado. As opções são Rafael Godói e Vaguinho para compor o ataque ao lado de Rafael Ueta, que virou a sensação do time após marcar dois gols no empate de 3 a 3 com a Santista.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2004 | 10h32

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