Kaká aceita jogar como atacante

Kaká ficou sabendo pela imprensa que jogará como atacante contra Honduras. E garantiu que vai para o sacrifício sem problema nenhum. "O Ricardo ainda não me disse nada, mas se ele já falou para vocês que vai me colocar de segundo atacante, tudo bem. Faço o que for melhor para a Seleção." O meia do São Paulo tomou muito cuidado com as palavras. Disse estar escaldado por um fato que ocorreu no clube. "Vieram me perguntar em que função eu gosto mais de jogar. Respondi que gosto de ser o terceiro atacante, vindo de trás com a bola. No dia seguinte o Rojas me escalou como segundo atacante e saíram dizendo que eu estava batendo de frente com o técnico. Não tem nada disso. Gosto de jogar vindo de trás, mas jogo onde for preciso." Jogar como atuou na maior parte do segundo tempo do jogo de hoje não o incomoda. "Só não gosto de jogar de costas para os zagueiros, não me dou bem. Hoje eu joguei mais avançado, mas não fiquei enfiado." O esquema com que a Seleção iniciou o jogo, com dois homens abertos na frente e ninguém pelo meio, é diferente do que ele tem no São Paulo. Mas Kaká acha que também pode dar certo, embora Ricardo Gomes lamente a falta de um homem com mais presença de área. "Tudo é uma questão de conhecer quem joga com você. No São Paulo, eu sei que o Luís Fabiano vai estar sempre dentro da área. Aqui, sei que o Ewerthon vai estar pela direita e o Robinho pela esquerda. Com o tempo a gente se acostuma." Kaká saiu revoltado com a atuação do árbitro Rodolfo Sibrian. "Pô, aquele lance da minha arrancada foi brincadeira. O goleiro me derrubou claramente e ele não deu nada. Não dá para entender." Diego - que foi substituído por estar tão cansado que não tinha perna nem para ir cobrar os escanteios no segundo tempo - também atacou o juiz. "Foi um dos erros mais grosseiros que já vi. O juiz e o bandeirinha estavam perto do lance e tinham obrigação de ter marcado falta. Não sei se não deram por incompetência ou por má intenção." Ele era um dos jogadores mais frustrados por causa da derrota. "Eles deram muita sorte. Jogamos muito melhor, criamos mais chances e o final perdemos. Mas vamos com tudo para cima de Honduras. Se jogarmos o mesmo que jogamos hoje, não tem como não ganharmos."

Agencia Estado,

14 de julho de 2003 | 09h20

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