Eduardo Nicolau/AE
Eduardo Nicolau/AE

Kaká admite que precisa se 'policiar' mais em campo

Meio-campista brasileiro diz que arbitragem na Copa tem sido muito severa; Fifa negou punição por dois jogos

ANDRÉ CARDOSO, Agência Estado

22 de junho de 2010 | 09h31

JOHANNESBURGO - Apesar de ter considerado "injusta" a sua expulsão diante da Costa do Marfim, durante a vitória brasileira no último domingo, Kaká admitiu nesta terça-feira, 22, que precisa ter mais cuidado nos jogos da Copa do Mundo. "Vou me policiar um pouco mais dentro de campo. A arbitragem tem sido muito severa", explicou o jogador, que está suspenso e desfalca o Brasil na última rodada da primeira fase, sexta, contra Portugal.

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Durante entrevista nesta terça-feira, no hotel onde a seleção está concentrada em Johannesburgo, Kaká voltou a dizer que não merecia ter sido expulso. "Foi um lance normal, houve uma simulação. Se eu tivesse sido irresponsável, teria pedido desculpas ao grupo e ao torcedor", explicou o jogador, ressaltando que a Costa do Marfim abusou da violência no jogo. "O Brasil tem um grupo tranquilo, mas ninguém tem sangue de barata."

Kaká lamentou por não poder jogar contra Portugal e reconheceu que isso prejudica sua recuperação física e técnica. "Atrapalha um pouco a evolução que eu vinha tendo. Mas também vejo um lado positivo nessa história, pois terei uma semana para trabalhar e estar bem no confronto das oitavas de final (se ficar em primeiro lugar no Grupo G, o já classificado Brasil jogará na próxima segunda-feira)", afirmou.

A Fifa confirmou nesta segunda que o jogador está suspenso contra Portugal apenas por ter recebido o segundo cartão amarelo e, então, não corre risco de ficar fora por mais um jogo.

Em sua avaliação, Kaká acredita que teve uma boa evolução nos dois primeiros jogos do Mundial da África do Sul. "Nos treinos e amistosos, eu não estava tão à vontade. Mas, contra a Costa do Marfim, já fiz muitas coisas que eu estava acostumado a fazer em campo. É um alívio", contou o camisa 10 do Brasil, garantindo que a ausência na próxima partida não vai atrapalhar sua performance na continuidade da Copa.

Mesmo sem poder jogar, ele viajará com o restante do grupo para a cidade de Durban, onde acontecerá a partida contra Portugal. E promete dar sua contribuição. "Vou ajudar o time ao mostrar minha vontade para trabalhar nesse período, sendo um exemplo ativo. E vou motivar e ajudar quem for entrar no meu lugar, para que tenha uma ótima sorte. Estou fora, mas estou torcendo", explicou o jogador.

 

 

 

 

 

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