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'Kaká ajudou a valorizar todos os atletas', diz Adaílton

Ex-santista estará em campo no jogo de abertura da MLS

Entrevista com

Adaílton

Raphael Ramos e Renan Fernandes, O Estado de S.Paulo

06 Março 2015 | 07h02

Prestes a completar 32 anos (faz aniversário em 16 de abril), o zagueiro Adaílton inicia nesta sexta-feira a sua aventura na MLS (Major League Soccer). Campeão mundial Sub-20 em 2003 e com passagens por Vitória, Santos e Bahia, o jogador está no Chicago Fire e enfrentará o Los Angeles Galaxy na partida de abertura do campeonato. Veterano, Adaílton mostra empolgação de garoto com o MLS nesta entrevista ao Estado.

Como foi a decisão de jogar a MLS?

A primeira negociação começou em 2012, com o Colorado Rapids. Depois, em 2014, apareceu a oportunidade de jogar no Portland Timbers. Mas preferi ir para o Bahia porque Salvador é a minha cidade natal, a minha esposa estava grávida e queria ter o nosso filho lá. No final do ano passado, eu ainda tinha seis meses de contrato com o Bahia, mas veio a chance de jogar no Chicago eu não pensei duas vezes. Todo mundo quer vir para cá. É uma liga que está passando por uma grande mudança e eu gostaria de viver essa aventura.

Qual é a sua expectativa para o campeonato?

Já joguei na China, onde o futebol também está evoluindo, mas posso dizer que aqui será diferente porque o pessoal está muito à frente dos chineses. Minha expectativa é que será um campeonato tecnicamente mediano, mas o físico deve fazer a diferença.

Como você vê a ida do Kaká para o Orlando City?

A vinda dele beneficiou não só o Orlando City, mas a toda a liga. Com o Kaká aqui, já foram assinados contratos televisivos que beneficiaram todos os jogadores. O Kaká influenciou diretamente na parte financeira, na abertura de mercado e na valorização dos atletas.

Os Estados Unidos poderão se transformar em uma potência mundial no futebol?

Os Estados Unidos são um país que quando se predispõe a fazer uma coisa bem feita, faz. O projeto inicial de 20 anos de desenvolvimento no futebol aqui se encerrou e agora começa um novo ciclo. Pela estrutura, capacidade financeira e cultura do norte-americano de ser sempre um vencedor, o futebol vai ficar cada vez mais forte aqui.

Quais são seus planos para o futuro?

Tenho dois anos de contrato com o Chicago Fire, mas quero jogar quatro temporadas na MLS. Depois, quando me aposentar, pretendo continuar aqui nos Estados Unidos para, quem sabe, abrir uma escolinha de futebol e criar a minha família aqui.

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