Rubens Chiri/São Paulo FC
Rubens Chiri/São Paulo FC

Kaká diz que ainda quer conquistar um vaga na seleção de Dunga

Meia do Orlando City acredita que pode ajudar a seleção brasileira na Copa América e espera uma nova convocação em 2015 

Estadão Conteúdo

21 de dezembro de 2014 | 14h49

Kaká está de malas prontas rumo aos Estados Unidos, onde defenderá o Orlando City, mas não pretende esquecer o Brasil. Muito menos a seleção brasileira. O meia, que vai desbravar o futebol dos Estados Unidos, quer continuar defendendo o time do técnico Dunga em 2015, principalmente na Copa América.

"Acredito que eu ainda posso dar uma mãozinha. Falo sempre a curto prazo. Nos amistosos, na Copa América, eu acho que eu posso ajudar a seleção nesse momento de transição", afirmou, em entrevista à TV Globo. "Acredito que ainda tem lugar, no curto prazo posso acrescentar muito. No longo, vamos ver o que eu consigo fazer no curto", brincou.

Foi com Dunga que Kaká voltou à seleção neste ano. Ele foi convocado para substituir Ricardo Goulart na lista que disputou o Superclássico das Américas, contra a Argentina. O meia, que vinha se destacando no São Paulo, entrou somente no segundo tempo da vitória por 2 a 0, mas não decepcionou.

Agora o experiente jogador quer seguir dando suas contribuições ao time, ainda que não fale em Copa do Mundo. "Acredito que a minha função na seleção vai depender muito daquilo que o Dunga pretende", disse, referindo-se aos aspectos táticos da equipe que vem sendo montada pelo treinador desde o fim da Copa.

O retorno à seleção coincidiu com a volta ao futebol brasileiro. Ele atuou no São Paulo por empréstimo neste segundo semestre de 2014 e ajudou a reerguer a equipe, que chegou ao vice-campeonato brasileiro.

Depois de reviver a rotina do esporte nacional, Kaká afirmou que o futebol do Brasil está estagnado no tempo, sem absorver as mudanças do esporte. "Na minha opinião o futebol brasileiro está parado. Parou no tempo, acho que muito em função do comodismo de ter sido pentacampeão do mundo. De achar que somos os melhores realmente e não buscar outros aprendizados. De abrir um pouco a mente em relação a aprender outras coisas. Espero que nos próximos anos isso possa acontecer", comentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.