Paul Thomas/AP
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Kaká diz que seleção manterá pés no chão após título

Meia afirma que a equipe aprendeu com os erros cometidos na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006

Reuters

29 de junho de 2009 | 10h15

JOHANESBURGO - O meia Kaká disse que a seleção brasileira aprendeu com os erros cometidos há quatro anos, quando venceu a Copa das Confederações e foi para a Copa do Mundo da Alemanha com a expectativa de vencê-la também, mas acabou derrotada pela França nas quartas de final.

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Kaká foi fundamental na segunda conquista seguida da Copa das Confederações pelo Brasil, com a vitória de virada por 3 a 2 sobre os Estados Unidos e, embora não tenha marcado, ele foi eleito o melhor jogador em campo na decisão e o melhor do torneio.

Questionado se a conquista fazia do Brasil um dos favoritos para vencer a Copa do Mundo no ano que vem, ele disse: "Bom, primeiro temos que nos classificar. Ainda temos quatro jogos pela frente e tomara que a gente se classifique. Mas temos que evitar qualquer euforia desnecessária agora, porque quando vencemos a Copa das Confederações em 2005, nossa comemoração foi muito eufórica", destacou.

"Agora temos de ser muito calmos, mas quando nos encontramos como equipe e treinamos juntos por um longo período, sabemos do que somos capazes. Se formos para a Copa do Mundo como favoritos, tomara que seja justificado", assinalou. 

Até hoje nenhuma equipe venceu a Copa das Confederações, evento-teste realizado um antes do Mundial, e conquistou a Copa do Mundo no ano seguinte. Mas Kaká disse que o Brasil tem a chance de conseguir esse feito. "Jogamos muito bem e, se voltarmos ano que vem e fizermos o mesmo, temos uma chance, mas temos de continuar a trabalhar duro e não nos deixarmos levar por esse sucesso", afirmou.

Segundo dados preliminares da Fifa, o Brasil vai assumir a liderança do ranking mundial da entidade quando ele for publicado na quarta-feira, tomando o lugar da Espanha, que vinha ocupando o posto há um ano.

Na terça-feira, Kaká será oficialmente apresentado como jogador do Real Madrid, após a transação de 68 milhões de euros (US$ 98 milhões) que o tirou do Milan. Ele se disse feliz por chegar ao novo clube após acabar de conquistar um troféu.

Kaká lamentou apenas que o árbitro da partida não tenha lhe dado um gol após uma bola cabeceada por ele ser defendida pelo goleiro Tim Howard após, aparentemente, já ter cruzado a linha.

"Seria fantástico ter marcado um gol 'legal'", disse. "Mas a Fifa deve olhar para ver o que pode ser melhorado nessas situações. Seria muito importante ter marcado esse gol, mas vencemos no final, então tudo bem."

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