Kaká pode ameaçar Ronaldo, diz revista

A aposta do Milan em Kaká pode ter sido uma das grandes oportunidades de negócios no esporte nos últimos tempos. Pelo menos isso é o que diz a revista norte-americana Newsweek, que na edição desta semana aponta o atacante brasileiro como uma das personalidades mundiais que ocuparão as manchetes dos jornais em 2004. A revista escolheu doze pessoas que deverão ganhar destaque internacional durante este ano, entre eles políticos iraquianos, empresários europeus, engenheiros e procuradores americanos, cantores e humoristas. No mundo dos esportes, o destaque fica para Kaká, considerado pela revista como a grande esperança do Brasil para conquistar o sexto título mundial em 2006. A revista lembra que o preço pago pelo Milan por Kaká assustou alguns especialistas na Europa no primeiro momento e que sua chegada ao time italiano ocorreu exatamente quando outro brasileiro, Rivaldo, estava sendo colocado no banco de reservas. Mas em pouco tempo o atacante mostrou que o investimento tinha um motivo. Kaká mostrou "visão de jogo", "habilidade em encontrar parceiros desmarcados" e está sendo um "modelo de disciplina". Em pouco tempo, portanto, ganhou atenção da torcida, da direção da equipe e da imprensa européia. A Newsweek não deixa de lembrar que não são todos os brasileiros que acabam se dando bem na Europa. "Para todo Ronaldo existe um Denílson", diz o artigo, em referência ao fato de o ponta-esquerda não ter correspondido ao que se esperava dele na Espanha. Mas no caso de Kaká, a revista faz questão de mostrar que o atacante não tem uma história "como a de outros jogadores brasileiros". Com seus 1,82 metros, o artigo aponta que Kaká seria um atacante com um porte físico de zagueiro, algo atípico entre os atletas brasileiros. Outra diferença destacada pela revista seria o fato de que o jogador vem de uma família de classe média, e não saiu das favelas para atuar no futebol europeu. Destacando a comparação feita entre Kaká e o astro francês Michel Platini, a Newsweek completa sua avaliação insinuando que o jovem atacante brasileiro poderia ameaçar, no futuro, o lugar de Ronaldo como "O Fenômeno".

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