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Kaká sonha em ser o melhor em 2005

Com chuteiras prateadas e que levam a inscrição "I belong to Jesus" ("Eu pertenço a Jesus"), Kaká concedeu nesta quarta-feira de manhã, após o treino da Seleção em Teresópolis, uma entrevista exclusiva à Agência Estado. Na conversa, o meia falou sobre sua ascensão meteórica, sua importância para o Milan e sobre a expectativa de formar um "super-ataque", ao lado de Robinho e dos dois Ronaldos. E falou também sobre seu sonho de ser eleito o melhor jogador do mundo, já este ano.Agência Estado - Em quatro anos, você brilhou pelo São Paulo, depois foi vaiado, vendido e agora brilha no Milan. Na Seleção, rapidamente conquistou um lugar no grupo e agora já é até titular absoluto. Qual o balanço que você faz da sua carreira?Kaká - Pra mim, está tudo fantástico. Tudo aconteceu com muita velocidade. Foi uma questão de aproveitar as oportunidades que foram surgindo. Hoje, me sinto um jogador pronto.AE - No ano passado, você foi eleito o melhor estrangeiro em atividade na Itália...Kaká - (interrompendo) e também o melhor jogador do campeonato no geral.AE - Sim, e ainda foi cotado para a eleição do melhor do mundo. Acha que tem chance este ano?Kaká - Acho que sim, mas vai depender muito do que acontecer neste final de Campeonato Italiano e também nas Eliminatórias. É claro que um prêmio individual como esse é muito legal e jogando pelo Milan as chances de consegui-lo são boas. O Schevchenko conquistou ano passado a Bola de Ouro (prêmio de melhor do mundo na opinião dos jornalistas europeus), e o George Weah e o Van Basten também foram premiados quando jogavam pelo Milan.AE - E essa é mais uma prova de que sua trajetória foi muito rápida, não?Kaká - Acho até que, no Milan, foi rápido demais. Não esperava ter esse sucesso logo tão cedo. No São Paulo, a expectativa para me firmar foi maior, demorou mais. Depois, as coisas passaram a acontecer mais rápido.AE - Principalmente na Seleção, não? Na Copa de 2002, você era uma espécie de xodó do grupo e hoje é peça importante no esquema do Parreira...Kaká - É verdade. Eu era o mais novo do grupo na Copa e aquilo foi uma experiência fantástica para mim. Aprendi bastante.AE - Até quando vai seu contrato no Milan e por quanto tempo você pretende ficar por lá? Vai até 2009 e eu pretendo ficar o máximo possível. Veja o Maldini, por exemplo. Está lá há 20 anos, estreou com 16. O Milan é um grande clube, um clube onde todos gostariam de estar. Tem uma estrutura fantástica. Nem penso em sair de lá, não tenho motivo para isso.AE - Como está a luta pelo bicampeonato italiano?Kaká - Está bem acirrada, estamos empatados com a Juventus. No ano passado, nessa altura do campeonato, já estávamos uma vantagem boa sobre a Roma, que era a segunda colocada. Foi mais tranqüilo. Mas agora também só depende de nós e teremos um confronto direto com a Juventus a poucas rodadas do fim (no dia 16 de maio) no San Siro (em Milão).AE - E na Liga dos Campeões, como vai ser o derby com a Internazionale, pelas quartas-de-final?Kaká - Foi sorteio, não dava para prever esse tipo de confronto. Já enfrentamos outros adversários difíceis, como o Manchester United. Se o Adriano (atacante da Inter) estivesse aqui, não estaríamos falando sobre esses jogos, mas sim sobre a Seleção. Estamos bem focados nas Eliminatórias.AE - Sua estréia pelo Brasil foi num jogo em Goiânia. Qual a sua expectativa de voltar a jogar lá pelo Brasil?Kaká - Estou muito ansioso, é sempre bom voltar no tempo e ter esse tipo de lembrança. Estreei num jogo contra a Bolívia, fui bem e, desde então, sempre estive na Seleção. E jogar em Goiânia tem outro significado legal pra mim porque meu pai nasceu lá e eu sou de Brasília, que é perto. Muitos parentes meus irão ao estádio.AE - Há uma grande expectativa em torno da possibilidade de você, o Robinho e os dois Ronaldos atuarem juntos nesses jogos contra Peru e Uruguai. Acha que é possível?Kaká - Não sei, isso depende do Parreira. Nada foi falado ainda. Claro que eu sei dessa ansiedade para que a gente seja escalado. Até para nós seria bem legal. Eu, particularmente, já joguei com os dois Ronaldos aqui e com o Robinho na Seleção Sub-23. Em todos os casos, foram experiências maravilhosas.AE - Há até uma pressão para que vocês não apenas vençam, mas dêem um show em Goiânia. O que acha disso?Kaká - Nós também queremos isso, mas o primeiro objetivo é vencer, não só o Peru, mas também o Uruguai. Com seis pontos, ficaríamos bem mais perto da vaga na Copa. Se der para jogar o futebol espetáculo, melhor. Se não, o que importa é vencer.AE - Mas o que a escalação desse quarteto significaria no aspecto tático?Kaká - Todos os quatro teriam de passar a ajudar mais na marcação, principalmente eu e o Ronaldinho Gaúcho. Vamos ver o que acontecerá nos treinos. Mas acho que não teremos problemas de entrosamento, pois todos aqui se conhecem muito bem.

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