Divulgação - 7/11/2011
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Kalil Abdalla se vê como candidato único à presidência do São Paulo

Ex-diretor jurídico fala em apelo pelo seu nome e promete convergência no clube

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2013 | 18h39

SÃO PAULO - A renúncia de Kalil Rocha Abdalla do cargo de diretor jurídico para concorrer à presidência do São Paulo no ano que vem foi fruto de um pedido de situacionistas e oposicionistas para tirar o clube da paralisia em que se encontra. Quem garante é o próprio pré-candidato, que atendeu a reportagem do Estado e falou um pouco sobre o que o fez encarar a empreitada.

O agora ex-diretor também elogiou o "amigo querido" Marco Aurélio Cunha mas ainda não quer confirmá-lo como vice de futebol. "É um nome interessante em todos os sentidos". Sobre Juvenal, apenas palavras elogiosas e a promessa de que sua candidatura não é uma oposição e sim uma proposta de convergência, até por isso se considera candidato único no pleito.

ESTADÃO - De onde saiu a ideia de se lançar candidato?

KALIL ROCHA ABDALLA - Venho conversando com pessoas da situação e oposição porque não tenho rejeição de lado nenhum e pude constatar isso agora. Ninguém tem nada pra reclamar de mim e essa candidatura está sendo um pedido dos dois lados, não fui eu que quis. Isso é o que precisa ficar bem claro. Procurei o Juvenal para entregar a carta (de renúncia da diretoria jurídica)

ESTADÃO - Já pensa no Marco Aurélio Cunha como vice de futebol?

KALIL ROCHA ABDALLA - Quem é eleito é o presidente e a partir daí ele nomeia os vices, logo eu posso nomear o Marco ou não. Mas é evidente que ele é um amigo querido de longa data e tem uma visão bastante interessante das coisas além de conhecer profundamente o futebol e o clube. É um nome excelente em todos os sentidos.

ESTADÃO - Como foi a história da briga com o Juvenal?

KALIL ROCHA ABDALLA - O Marco Aurélio tinha me procurado porque sou provedor da Santa Casa e pediu para ajudar na internação do Teodoro (ex-jogador do clube), mas não foi nada às escondidas tanto que o Milton Cruz e o Muricy (Ramalho) foram visitá-lo lá. Aí no dia do Juvenal me pediu para ajudar o Teodoro, mas quando eu disse que o Marco tinha falado comigo antes ele ficou bravo e começou a gritar, dizendo que eu não podia ter feito aquilo. Eu disse, "calma, Juvenal, já resolvemos a situação, mas você para de brigar comigo e vai gritar com seus filhos". Mas não teve nada demais, sentei normalmente na tribuna e prova de que as coisas foram tranquilas é que eu não pedi pra sair e ele não me demitiu. Sempre me dei bem com ele, esse tipo de discussão acontece.

ESTADÃO - Como enfrentar o grupo de situação?

KALIL ROCHA ABDALLA - Não pretendo brigar com o Juvenal de jeito nenhum, faz 60 anos que estou lá; a troco de quê eu iria mudar isso? Quero ser um presidente para reconstruir o clube e arrumar o que não está bom. Sou um cara com a biografia limpa e que quero trabalhar para melhorar o São Paulo, isso até pode me prejudicar a vida particular, mas foi um apelo de todos os lados.

ESTADÃO - Você se considera um oposicionista?

KALIL ROCHA ABDALLA - A bem da verdade por enquanto sou candidato único, não dá nem para dizer que sou oposição. O Juvenal vai lançar quem? Ao invés desse desgaste, ele poderia querer bater um papo comigo e chegarmos num consenso, acredito que essa seria uma evolução muito viável.

ESTADÃO - Considera-se pronto para o cargo?

KALIL ROCHA ABDALLA - Não sou um aventureiro, fui juiz do Tribunal de Justiça Desportiva em São Paulo por um bom tempo, depois fui pro STJD no início do ano 2000, sempre tive vida ativa dentro do clube e da diretoria, fui diretor jurídico por 12 anos, trabalhei também com o Carlos Miguel Aidar (ex-presidente do clube na década de 80). Posso não ter jogado, mas de futebol eu entendo (risos).

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