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Cartola nega machismo na apresentação do uniforme do Atlético

Além do uso de mulheres com biquíni no lançamento, camisa tem etiqueta polêmica com sugestão de lavagem: "Dê para sua esposa"

Estadão Conteúdo

17 de fevereiro de 2016 | 16h32

A polêmica apresentação do novo uniforme do Atlético-MG, na noite da última segunda-feira, continua gerando repercussão. A acusação de machismo por conta da utilização de modelos trajando biquínis durante o desfile gerou discussão nas redes sociais e até um posicionamento da nova fornecedora atleticana, a Dry World. No entanto, o ex-presidente do clube, Alexandre Kalil, preferiu criticar o debate.

Através de sua página no Twitter, Kalil minimizou as acusações e desviou o assunto ao criticar a corrupção no País. "Num país com tanta roubalheira, implicar com bunda de fora parece sacanagem. Esse assunto já deu", escreveu.

O posicionamento de Kalil vai na contramão da discussão gerada pela forma com que o Atlético-MG decidiu apresentar o uniforme. Movimentos feministas, muitas mulheres e diversos homens consideraram ofensiva e de mau gosto a ideia do clube de mostrar a nova camisa com modelos vestindo a parte de baixo de biquínis e expondo suas pernas. O desfile gerou bastante repercussão e tomou conta das redes sociais nos últimos dois dias.

A polêmica foi tanta que até a Dry World se manifestou sobre o assunto. Na última terça-feira, a marca chegou a explicar que a opção por realizar a apresentação desta forma foi do próprio Atlético-MG. A empresa ainda pediu desculpa por algumas camisas fabricadas por ela, que nas sugestões de lavagem na etiqueta diziam: "Dê para sua esposa".

Além de criticar e tentar deslegitimar a discussão gerada pela atitude do clube que comandava, Kalil brincou com a situação. "Virei até meme", escreveu o ex-dirigente antes de postar uma imagem na qual dizia que "se não parar o 'mimimi'", realizaria o lançamento da próxima camisa em uma boate de Belo Horizonte.

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