Ivan Storti/Santos FC
Ivan Storti/Santos FC

Kayke celebra vaga no time santista em clássico, mas lamenta por Ricardo Oliveira

Atacante deve ser titular na partida contra o Palmeiras, nesta quarta-feira, às 21h45

O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2017 | 16h30

O atacante Kayke, autor dos dois gols do Santos na vitória sobre o Atlético Paranaense, no domingo passado, confessou em entrevista coletiva nesta terça-feira que tem um sentimento dividido em relação às oportunidades que vem tendo na equipe. Escalado pela contusão do titular Ricardo Oliveira, o jogador comemorou a vaga no time, mas lamentou que a chance tenha vindo pelo infortúnio do companheiro.

"O Ricardo é que ele é exemplo para todos nós. É o nosso capitão. Dispensa comentários. As oportunidades estão aparecendo. Fico triste de entrar no time nessa situação. Com o Ricardo machucado. Porque é uma referência pra mim, meu amigo. O tenho como espelho. Fico triste de não compartilhar com ele dentro de campo. Mas vou dar o meu máximo para que a equipe não sinta falta (de Ricardo Oliveira)", destacou o jogador.

Autor de seis gols no ano pelo Santos - dois deles que deram a vitória contra o Atlético Paranaense, no último domingo, em Curitiba -, o atacante deverá ser titular no clássico diante do Palmeiras, nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, em jogo válido pela sétima rodada do Brasileirão.

Kayke entende que poderia ter um desempenho ainda melhor se tivesse sido aproveitado mais vezes pelo treinador anterior ao longo da temporada. Ele comparou o momento vivido no Santos com a temporada do ano retrasado, quando atuava pelo Flamengo.

"Em 2015, tive uma situação bem parecida no Flamengo, fiz 26 gols na temporada e era reserva do Guerrero. Eu tive as minhas oportunidades, joguei quando foi possível, fiz os meus gols. Rola às vezes essa comparação de entrar um e sair outro, se pode jogar junto. É o treinador quem vai decidir. Não vinha jogando tanto quanto esperava. Tenho seis jogos de titular na temporada inteira e a gente está na metade do ano. Acho um número baixo para o que propus e espero com a camisa do Santos", avaliou o atacante.

Apesar de demonstrar insatisfação pelo fato de não ter sido utilizado tanto quanto queria, o atacante Kayke - que chegou a se indispor com torcedores do clube em uma rede social - defendeu o treinador Dorival Júnior, recentemente demitido do clube, e negou que o ambiente entre o grupo de jogadores não seja dos melhores.

"Vejo que o Dorival respeitava muito aquilo que os outros tinham feito para estar na equipe titular. Sou muito grato a ele por me trazer ao Santos. Foi a pedido dele que vim parar aqui. Se não fosse por ele, estaria no Japão. Ele foi muito respeitoso com aquilo que os jogadores fizeram no ano passado. Se hoje o Santos está numa Libertadores é porque os jogadores que estavam aqui no ano passado colocaram a equipe nessa situação. E ele pensava dessa forma. Em relação ao futuro, vou buscar o meu espaço com muito respeito, muita lealdade", ressaltou Kayke, que agora passou a ser comandado por Levir Culpi, apresentado oficialmente na última segunda-feira como novo técnico do Santos.

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