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Khedira diz que técnico da Alemanha ameaçou tirar jogador que fizesse piadas no intervalo do 7 a 1

Autor de um dos gols da partida, ex-jogador do Real Madrid e da Juventus revela bastidores da maior derrota da seleção brasileira em Copas do Mundo

Redação, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2022 | 12h26

O ex-jogador Sami Khedira revelou nesta quinta-feira alguns dos bastidores da fatídica derrota do Brasil para a Alemanha, por 7 a 1, na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Segundo o jogador, no intervalo do jogo, o técnico Joachim Löw ameaçou substituir os jogadores que diminuíssem a intensidade ou fizessem piadas do placar, que estava 5 a 0 ao fim da etapa inicial. 

"Löw foi a parte mais importante daquele dia. No intervalo, ele disse que se alguém tentasse diminuir o nível de desempenho ou fizesse piadas sobre estarmos ganhando de 5 a 0, substituiria imediatamente e não jogaria a final da Copa", disse Khedira à ESPN

O ex-jogador foi um dos jogadores que ficaram marcados na memória dos brasileiros na maior derrota da seleção em Copas do Mundo. Volante de origem e conhecido por marcar poucos gols na carreira, Khedira pisou na área para fazer o quinto gol da Alemanha na partida, aos 29 do primeiro tempo, a quarta bola na rede em apenas seis minutos. 

"Löw nos disse para levar a sério e respeitar a seleção brasileira — mais do que isso, respeitar os torcedores e o país. Tivemos um momento incrível aqui e não acabou. Temos que respeitá-los, eles são o Brasil , somos a Alemanha, somos iguais. E talvez em alguns anos voltemos a jogar contra eles e eles serão os que estão cinco a zero. Então, temos que ser humildes e respeitosos e terminar isso de uma maneira boa", concluiu o alemão. 

Khedira pendurou as chuteiras em junho de 2021, aos 34 anos, com a camisa do Hertha Berlin. Anteriormente, fez sucesso com as camisas de Real Madrid e Juventus, clubes pelos quais disputou cinco temporadas cada. Ao lado de Neuer, Müller e Özil, o ex-volante é considerado um dos símbolos da geração que levaria a Alemanha a conquistar o tetracampeonato mundial no Maracanã, ao vencer a Argentina de Messi por 1 a 0. 

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