Kia deve depor nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira, com o depoimento do iraniano Kia Joorabchian, presidente da MSI, as investigações sobre as suspeitas de lavagem de dinheiro na parceria entre o fundo e o Corinthians têm seu dia mais importante. O promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Grupo deAtuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), órgão doMinistério Público de São Paulo, acredita que o executivo poderárevelar, pela primeira vez, o nome dos investidores por trás do novoparceiro corintiano.?Queremos saber quem são as pessoas físicas que administram a Devetia e a Just Sports (off shores participantes da sociedade que integra aMSI), quais suas atividades econômicas, que empresas são essas, de ondeelas tiram dinheiro e em que área atuam?, explicou Carneiro. ?Vamoslevantar e pedir explicações para inúmeras outras questões e certamenteele é a pessoa mais indicada para esclarecê-las.? Até o momento, disseo promotor, nenhum dos depoentes se recusou a responder às perguntas.?O Kia tem esse direito, mas não acredito que faça isso.?A notificação para o iraniano comparecer nesta quinta-feira, às 9 horas, ao prédio do Ministério Público, em Higienópolis, zona oeste da capital paulista,foi entregue a uma das secretárias do fundo. ?Até o momento não houvenenhum pedido para adiar o depoimento ou qualquer aviso de que ele nãoviria?, disse Carneiro. O iraniano viajou para Londres no fim da semanapassada e voltaria nesta 5ª.Kia ainda tem dificuldades com o idimo português e deverá levar umatradutora para auxiliá-lo. ?Ela assinará um termo se responsabilizandopela fidelidade da tradução que será feita?, explicou o promotor. Deacordo com a legislação brasileira, a transcrição do depoimento tem deser feita em português.O Gaeco iniciou as investigações em janeiro deste ano. Desde então,ouviu representantes da MSI e do Corinthians, que não sabiam ou nãopuderam revelar os nomes dos investidores. Os promotores vêem indíciosde lavagem de dinheiro nas operações e pretendem acionar instituiçõesinternacionais para apurar a procedência dos valores que estãodesembarcando no País. O russo Boris Berezovski e o georgiano BadriPatarkatsishvili são os principais suspeitos de financiar a parceria.

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