Kléber chega e aumenta concorrência no ataque palmeirense

Clube alviverde apresenta nesta quinta-feira ex-são-paulino, o nono reforço da temporada 2008

Daniel Akstein Batista, O Estado de S. Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 20h08

Alex Mineiro, Valdivia, Osmar, Denilson, Lenny, Jorge Preá e William. Não faltam opções para o ataque palmeirense. Nesta quinta-feira, no entanto, o clube apresentou seu nono reforço na temporada, outro para o setor ofensivo: Kléber, de 24 anos, que se destacou no São Paulo e estava há quatro temporadas no Dínamo de Kiev, da Ucrânia. Com a chegada de mais um reforço, a briga pela vaga de titular no ataque do Palmeiras promete ser boa. Nos últimos quatro jogos, Valdivia e Alex Mineiro começaram jogando. No sábado, contra o lanterna Rio Preto, na reabertura do Palestra Itália (com um novo gramado), a formação deve se repetir.  Por isso mesmo, Kléber sabe que vai ter de lutar muito para ganhar uma vaga no time do técnico Vanderlei Luxemburgo. "Estava com vontade de voltar ao Brasil", contou o atacante. "E estou com uma vontade grande de jogar, espero ir entrando aos poucos."  Kléber disse não se preocupar com a quantidade de atacantes que o elenco do Palmeiras possui. Acredita que tem potencial para convencer Luxemburgo e entrar no time titular. "Tem muitos atacantes de qualidade aqui. Vou ter de fazer meu trabalho bem feito", admitiu o jogador. "Mas nada melhor do que ter um bom elenco."  Ao falar do Palmeiras, Kléber fez comparação com o clube que o revelou. "O São Paulo tem sido campeão nos últimos anos porque tem um elenco forte, jogadores para repor, e isso é o que importa", revelou o atacante. Além da saudades do Brasil, Kléber explicou que voltou ao futebol brasileiro com o sonho de vestir a camisa da seleção. "Abri mão de muitas coisas, até financeiramente. Agora vou estar na vitrine de novo", avisou. Com a apresentação de Kléber nesta quinta-feira, o Palmeiras fechou o ciclo de contratações, de acordo com Savério Orlandi, diretor de futebol do clube. O atacante acertou contrato de seis meses, com direito a prorrogação de mais seis. E conta qual o seu estilo: "Eu saio mais da área, sou de movimentação. Fazer gol não é muito minha característica. Mas, por incrível que pareça, marquei bastante na Ucrânia."  MAIS UM NA BRIGADenilson, que entrou no segundo tempo dos últimos dois jogos, também trabalha para buscar vaga na equipe titular. "Venho melhorando, correspondendo às expectativas", declarou o atacante, que foi contratado recentemente e tem a experiência de já ter sido campeão mundial com a seleção na Copa de 2002. "Aqui todos tem de se considerar titular. São muitos jogos ao ano e temos de estar preparados." A atual situação do Palmeiras é bem diferente daquela do ano passado, quando sofria com a carência de atacantes - na época, Osmar estava machucado e Valdivia jogava mais no meio-de-campo. Sem opções, o então técnico Caio Júnior teve até de tirar o garoto Luís das categorias de base, além de promover a estréia de Max, que havia sido contratado para o time B. Agora, Luxemburgo deverá ter trabalho até para montar o banco de reservas. Ele, inclusive, garantiu estar feliz com as atuações do elenco, apesar do empate de 1 a 1 com o Rio Claro, na noite de quarta-feira, pelo Paulistão. "Nossa equipe ainda vai oscilar bastante. Vamos fazer partidas maravilhosas e depois cair. É natural que isso aconteça. O importante é crescer sempre", comentou o treinador.

Tudo o que sabemos sobre:
PalmeirasKléberapresentação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.