Kléber é absolvido no STJD e defende o Palmeiras no sábado

Um dos destaques do time, jogador é julgado por um lance contra Asprilla no jogo contra o Figueirense

Juliano Costa, Jornal da Tarde

20 de outubro de 2008 | 21h36

O atacante Kléber foi absolvido nesta segunda-feira pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e está livre para jogar pelo Palmeiras até o final do Brasileiro, para alívio do técnico Vanderlei Luxemburgo, que o considera um jogador com características únicas em seu elenco. Veja também:Veja as chances de título e rebaixamento Vote: quem vai levar o título do Brasileirão?  Brasileirão Série A - Classificação Dê seu palpite no Bolão Vip do Limão Kléber foi julgado por um lance com Asprilla, do Figueirense, no último dia 8. Ele foi indicado com base em imagens de tevê. Diante da reclamação dos gremistas e da repetição do lance em programas de esporte, o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt, resolveu indiciar o jogador, apesar de ele ter recebido apenas o cartão amarelo do árbitro Leonardo Gaciba, que estava a poucos metros da jogada. Luxa citou esse exemplo para dizer que "a arbitragem no Brasil está completamente desmoralizada porque deixou de ser a autoridade máxima em campo. Quem pune agora são as imagens de tevê." O técnico acha que "o futebol está chato, cheio de hipocrisia." Ele suspeita também que o atacante só foi indiciado por causa de seu histórico - ele foi expulso três vezes no primeiro turno do Brasileirão. "Kléber é um jogador raçudo, mas não podemos prender os braços dele." Apontado como o destaque do Palmeiras no empate em 2 a 2 com o São Paulo, domingo, por seu estilo guerreiro em campo, Kléber diz que não vai se intimidar com os que o acusam de ser um jogador violento. No clássico, os são-paulinos André Dias e Jean chegaram a cair após divididas com Kléber, levando a mão à boca como se tivessem sido atingidos pelo cotovelo do palmeirense. Nos dois lances, o árbitro Sálvio Spínola nada marcou. "Não posso mudar meu estilo de jogo. Não posso amarrar meus braços na hora de correr ou pular para cabecear a bola", diz o camisa 30 do Verdão. "Futebol é um esporte de contato, não é balé."  MAIS POLÊMICA À VISTASálvio Spínola relatou na súmula do jogo duas infrações que podem custar perda do mando de campo ao Verdão. Segundo Sálvio, dois isqueiros foram atirados por torcedores alviverdes durante o segundo tempo, um no bandeirinha Emerson Carvalho e outro em Jorge Wagner, que se preparava para cobrar um escanteio. O que pode aliviar a barra do Palmeiras é que os dois infratores foram identificados pela Polícia Militar, que lavrou termo de ocorrência. Pelo Estatuto do Torcedor, o clube é responsável pelo comportamento de seus torcedores, mas a punição é mais branda quando há a identificação dos culpados por infrações como essas.  Sálvio também se queixou por Luxa ter divulgado uma escalação errada às 15h25, fazendo a retificação dez minutos depois.

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