Kléber Pereira diz que está no melhor momento de sua vida

Artilheiro do Brasileirão, jogador é um dos principais responsáveis pela melhora do Santos na competição

Alex Sabino - Jornal da Tarde,

19 de setembro de 2008 | 21h26

Kléber Pereira é um gozador e sabe se divertir. Não rasga nota de 100 reais, mas tem pouco apego a dinheiro. Ao final dos treinos no CT Rei Pelé, seu passatempo favorito é desafiar os goleiros em cobranças de pênaltis. Se ele errar e perder a aposta, paga R$ 50 por tentativa. E perder não significa defesa do rival. Basta ele tocar na bola, mesmo que ela entre.Veja também: Técnico do Santos pede marcação forte contra o Goiás Reginaldo garante estar pronto para estrear pelo Santos  Dê seu palpite no Bolão Vip do LimãoO atacante do Santos pode se tornar o maior goleador de uma edição do Campeonato Brasileiro. Ainda está longe, mas suas contas e aproveitamento são convincentes. Ele tem 18 gols e mais 13 jogos para disputar. Assim, tem chances de superar Washington, que fez 34 gols em 2004, e ser o maior artilheiro de um único torneio. Precisa fazer 17 gols - mais de um por jogo.Mas quem disse que ele liga para isso? "Não me preocupo com recorde, não. Tem gente que fica fazendo contas, mas eu não estou pensando nisso. Estou no melhor momento da minha vida. Isso é o que interessa de verdade", afirmou o camisa 9 do Santos.Kléber Pereira é avesso às entrevistas (não gosta de se ver na TV), mas tem conversa fácil. Não foge de nenhuma pergunta nem fica em cima do muro nas respostas. A mesma calma que usa para balançar a rede o socorre nas perguntas mais enroscadas. E possivelmente nenhuma o incomoda mais do que aquelas sobre a fase ruim do Santos no Brasileirão. "É uma coisa que não quero passar nunca mais. Você imagina o que é ter de sair pela porta dos fundos da sua própria casa (a Vila Belmiro)? Graças a Deus já passou", diz o atacante, aliviado.O artilheiro demora algum tempo para se soltar. E não perde o cacoete: se está desconfortável com alguma pergunta, oferece um sorriso amarelo e solta seu bordão "É complicado". Simples para ele é fazer gols. O que o leva a comparações inevitáveis com outros grandes "matadores" da história do Brasileirão. Na média de gols, Kléber Pereira está em quinto lugar. Perde para Washington (0,72), Careca (0,71), Serginho Chulapa (0,65) e Romário (0,62) - o santista tem 0,60.Por isso que o tema "recordes" é uma constante em suas entrevistas. Ele desconversa porque se depara com a contradição de querer ser visto como alguém normal, mas ao mesmo tempo confessa que se espelha em grandes nomes da história do esporte. Para Kléber Pereira, as referências são Kobe Bryant (maior jogador de basquete da atualidade), Larry Bird (astro aposentado do basquete), Roger Federer (tenista suíço que ficou 237 semanas como número um do mundo) e, acima dos todos, Michael Jordan, o maior jogador de basquete da história."Você tem que se mirar nos melhores, nos que chegaram no topo. Mas isso não significa que eu seja super-herói. Às vezes, as pessoas me vêem de um jeito diferente. Queria deixar marcado no torcedor a imagem de uma pessoa normal, como todas as outras. Sou um sujeito comum", diz Kléber Pereira, antes de soltar um "é complicado".

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