Kléber Pereira volta a ser referência no Santos

Santistas esperam boa atuação do artilheiro para derrotar o Internacional nesta quarta-feira pelo Brasileirão

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2008 | 19h44

O Santos tem um forte motivo para acreditar que sair da zona de rebaixamento é apenas uma questão de tempo: Kléber Pereira voltou a ser a referência do time e à sua alta média de gols. Depois de quebrar o jejum de oito partidas sem marcar no Campeonato Brasileiro, fez dois no empate por 2 a 2 com o Botafogo, passou em branco na derrota por 3 a 0 contra o Figueirense, em Florianópolis, e voltou a marcar, cobrando pênalti, na vitória diante o Sport. Frente ao Vasco da Gama foram três cobranças perfeitas de pênaltis. Nesta terça-feira, ele voltou a falar que, se fosse possível, trocaria uma arrancada do time no Brasileiro pelos seus gols.   Veja também:  Fabiano Eller prevê dificuldade para o Santos contra Inter Tite faz quatro mudanças no Inter para encarar o Santos  Resultados e classificação   "Fazer gol é sempre importante. Mas independente de quem faz o gol, mais importante e a equipe sair dessa situação difícil em que se encontra na classificação", afirmou o atacante, que calou os que o acusavam de baladeiro e caminha para ser o maior artilheiro do Brasil na temporada. No fim de semana, com os três pênaltis convertidos, Kléber Pereira passou a somar 29 gols, um a mais que o palmeirense Alex Mineiro. "Agora, estou pensando mais no Santos e até gol do Douglas é bom para a gente."   Embora gol seja o seu forte, Kléber Pereira não é de falar sobre artilharia e nem se lembra com exatidão qual foi a sua melhor marca. "Acho que foi em 2001, no Atlético Paranaense. Parece que foram 52. Mas não penso muito em quantos gols vou fazer. Antes do jogo penso em fazer direito o que o professor (técnico) me pede, dentro do esquema". Mas não é por acaso que Pereira cobra bem pênalti. "Para acertar no jogo, é preciso treinar sempre. E quando for cobrar para valer, para dar certo tem que cobrar como foi treinado. Se tentar mudar, erra."   Ele contou que, como motivação para treinar pênaltis, tem uma disputa especial com os goleiros. "Aposto com o Felipe e o Douglas, R$ 30, R$ 50, mas eles são ruins de pagar." Contra o Vasco, nos dois primeiros pênaltis, chutou forte a bola no meio do gol, mas teve que mudar no terceiro, quando o goleiro já era o reserva Roberto. "Nos dois primeiros, fechei os olhos, bati forte e pedi a Deus para que a bola entrasse. No terceiro, os jogadores do Vasco gritaram para o goleiro não se mexer porque eu cobrava no meio e tive que mudar, mandando a bola no canto direito dele. Ainda bem que deu certo", finalizou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.