Kléber quer ficar, mas futuro no Palmeiras ainda é incerto

Com contrato até 1.º de agosto, atacante espera que diretoria acerte a renovação com o Dínamo de Kiev

Juliano Costa, Jornal da Tarde

29 de abril de 2008 | 17h29

O atacante Kléber acha que o Palmeiras tem tudo para conquistar vários títulos neste ano, mas teme não estar mais presente na equipe no segundo semestre. Emprestado pelo Dínamo de Kiev até 1º. de agosto, o jogador acha que deve ser chamado logo de volta para a Ucrânia - tem contrato por mais quatro anos com o clube. Veja também: As imagens do conflito entre torcedores e polícia na fila no Palmeiras  Tumulto e arquibancadas esgotadas para Palmeiras x Ponte Serviço: para quem vai ao Palmeiras x Ponte, final do Paulistão Valdívia fala sobre 'as decisões mais importantes' de sua vida O discurso dele difere do adotado pela diretoria em fevereiro, quando chegou ao Palmeiras. Na época, o diretor de futebol Savério Orlandi garantiu que a renovação do empréstimo até dezembro era "automática" e dependia apenas das vontades de Kléber e do Palmeiras, independentemente da posição do clube ucraniano. "O presidente do Dínamo me ligou outro dia, pedindo para que eu voltasse em agosto para disputar a Liga dos Campeões", disse Kleber. Informado sobre a declaração do atacante, Savério falou que a posição da diretoria é se posicionar oficialmente sobre a situação contratual de seus jogadores somente após a decisão do Campeonato Paulista. Kléber quer ficar. "No que depender de mim, vou falar ao presidente do Dínamo que não quero voltar para lá e ficar infeliz. Prefiro permanecer aqui no Palmeiras." O atacante sabe, porém, que a situação é delicada. "Acho difícil eles me liberarem." O atacante passou quatro anos na Ucrânia e renovou contrato por mais cinco, com uma única condição: que fosse emprestado para um clube brasileiro caso o Dínamo não fizesse boa campanha na Liga dos Campeões. Com a eliminação do time ainda na primeira fase, e após uma artroscopia no joelho, no segundo semestre do ano passado, o atacante pediu para o Dínamo aceitar o empréstimo sugerido pelo Palmeiras: cerca de R$ 600 mil por cinco meses. Ele ganha cerca de R$ 70 mil mensais, pouco perto do que já ganhou na Ucrânia. "Na renovação, o presidente me fez uma proposta irrecusável. Recebi na assinatura de contrato o que não ganharia em quatro ou cinco anos no Brasil." O atacante contou que é comum os jogadores receberem até US$ 10 mil como bônus por vitória. "Os problemas lá são o idioma e o frio. Cheguei a jogar com 15 graus negativos.", conta. PAI SAUDOSOKléber tem só 24 anos, mas já é pai de duas meninas com mulheres diferentes. "Quando a primeira (Maria Fernanda) nasceu, eu tinha 16 anos. A segunda (Julia) já está com quatro. Não tenho a guarda de nenhuma delas, mas é claro que sinto saudade. Adoraria ficar no Brasil." O problema é a violência - não só a de assaltantes ou seqüestradores, mas também a de torcedores. "Depois daqueles 4 a 1 no São Paulo, quase apanhei de um são-paulino no Shopping Villa-Lobos. Ele veio pra cima de mim, dizendo que eu não tinha que ter feito gol no São Paulo... Que louco!" E essa não foi a única vez que passou apuros. "Quando eu estava começando no São Paulo, teve um dia que eu estava chegando em casa, em Osasco, e vieram três caras da Independente tirar satisfações comigo. Foi depois de uma eliminação na Copa do Brasil para o Goiás. Eu nem joguei, mas eles queriam me bater."

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