Kleberson é recepcionado em Curitiba

A camisa 15 da seleção brasileira, com o nome de Kleberson, vendidas por ambulantes nas ruas de Curitiba, desbancou a número 9, que mantinha a supremacia na cidade até domingo. "Já vendi no mínimo umas 50", disse o vendedor Francisco Cabral, nas proximidades da Arena da Baixada, na tarde desta quarta-feira. A nova camisa, com cinco estrelas, custa R$ 5,00 a mais que aquela que leva o nome de Ronaldo, mas o vendedor não se arrepende de ter feito o estoque. "Acertei de comprar", garantiu.O jogador do Atlético Paranaense retornou nesta quarta a Curitiba, sendo recebido por milhares de pessoas no trajeto entre o Aeroporto Afonso Pena e a Arena, onde lhe foi feita uma homenagem. "Vamos ser campeões da Copa dos Campeões e, se Deus quiser, seremos campeões brasileiros novamente", discursou o craque para cerca de três a quatro mil pessoas que ocuparam as arquibancadas do estádio atleticano. Depois da solenidade, o jogador foi dispensado pela diretoria para descansar e ainda não há confirmação de que viaje ao Nordeste para a Copa dos Campeões."Sou pentacampeão graças a vocês que me ajudaram", disse sob aplausos e gritos de "pentacampeão". "Lá na Coréia e no Japão pensei em vocês." Depois dos discursos, ele pegou uma réplica da Copa do Mundo e deu uma volta olímpica para delírio dos torcedores que ostentavam camisas da seleção brasileira e do Atlético. A diretoria deu-lhe também a réplica de uma placa que será colocada na entrada da Arena em festa a ser programada.Do aeroporto até a Arena, ele desfilou em cima de um caminhão do Corpo de Bombeiros sendo aplaudido no centro da cidade inclusive por torcedores com as camisas do Coritiba e do Paraná Clube, rivais do Atlético Paranaense. Muitos outdoors com agradecimento ao jogador foram colocados no trecho onde o cortejo passou. "É uma coisa maravilhosa o que está acontecendo", alegrou-se. "Sou paranaense, nasci no Paraná e consegui vencer em um clube paranaense." Nesta quinta, o governador Jaime Lerner deverá homenagear Kleberson e Ricardinho, cuja família mora em Curitiba. Também deverão receber homenagens do governo Rogério Ceni, que é de Pato Branco, e Beletti, que é de Cascavel.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.