Kleina culpa lesões e nega temer pressão no Palmeiras

O técnico Gilson Kleina apontou o excesso de lesões como fator fundamental para a eliminação do Palmeiras nas semifinais do Campeonato Paulista, no último domingo, com a derrota por 1 a 0 para o Ituano, no Estádio do Pacaembu. O treinador lembrou que perdeu Fernando Prass e Alan Kardec durante o duelo e ainda teve que deixar Valdivia no banco de reservas, todos eles jogadores fundamentais ao time.

AE, Agência Estado

31 de março de 2014 | 08h24

"Temos uma equipe forte e com qualidade, mas hoje ficamos limitados a isso. Viemos para um jogo eliminatório e era importante todos estarem bem. Se fosse um ou dois desfalques, a gente conseguiria suprir. Mas quando tem ausências e ainda perdas importantes durante o jogo, como aconteceu, faz a gente ter um pouco de dificuldade", disse Kleina, avaliando que faltou sorte ao Palmeiras após fazer uma boa campanha na primeira fase do Campeonato Paulista.

"A gente não queria estar neste momento. Nos preparamos, fizemos um campeonato muito eficiente e comprometido. Conversei com eles (jogadores) agora, falei que o futebol é cruel. Tem alguns percalços que acontecem e não quero justificar aqui. A fatalidade de termos seis jogadores machucados, fazer uma substituição e um jogador ficar em campo machucado. Isso, querendo ou não, contribuiu porque não conseguimos ter um desempenho igual ao o que tínhamos", comentou, referindo-se ao meia Bruno César, que seguiu em campo, mesmo com dores.

Kleina também tentou minimizar a pressão que passará a ser alvo após a queda do Palmeiras nas semifinais do Campeonato Paulista e descartou a possibilidade de realizar mudanças bruscas no planejamento do clube para o restante da temporada.

"A pressão sempre existe. Essa eliminação nos deixou chateados e tristes, independentemente da cobrança. O sentimento maior é de como estamos voltando para a casa, esse é o sentimento que o torcedor verá", disse. "Confiamos nos jogadores. Estamos muito tristes por tudo, não era isso que estava em nosso planejamento, mas as coisas aconteceram. Deixamos a desejar", completou.

O treinador reconheceu que o Palmeiras se desorganizou nos minutos finais da partida, o que acabou coincidindo com o gol marcado pelo Ituano. "Sabíamos da proposta do Ituano, que era marcar e esperar o nosso erro. Faltando 15 minutos para terminar o jogo, nós começarmos a dar espaço para o Ituano, tanto que ficou ataque contra defesa. Eles foram felizes no encaixe e no arremate. E nós, com os jogadores bem debilitados, tentamos nos organizar. A equipe tentou", declarou.

Eliminado nas semifinais do Campeonato Paulista, o Palmeiras volta a entrar em campo na próxima quarta-feira, às 22 horas, quando vai enfrentar o Vilhena, no Estádio do Pacaembu, no jogo de volta da primeira fase da Copa do Brasil. No primeiro duelo, em Rondônia, a equipe venceu por 1 a 0.

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