Klinsmann diz que seu futuro segue indefinido na Alemanha

Mesmo fora da final da Copa do Mundo, o treinador da seleção alemã, Jürgen Klinsmann, não escondeu a felicidade por ter conquistado a terceira colocação do torneio após o triunfo, por 3 a 1, sobre Portugal, neste sábado, e destacou a festa da torcida na partida em Stuttgart. "Tivemos competência e sorte na partida e conseguimos coroar nossa participação de forma satisfatória", disse Klinsmann, que elogiou os seus comandados. "É algo extraordinário, incrível, isso tudo que passou durante o torneio e nas últimas sete semanas. Cada jogador deu o máximo de si para brindar o futebol rápido e atrativo. Estou muito orgulhoso deles", completou. Segundo o ex-atacante, campeão do mundo em 1990 (Itália) pela seleção local, o Mundial foi marcado pelas estratégias táticas e "passou longe de qualquer espetáculo". "Em termos técnicos, todos nós gostaríamos de ter visto mais partidas empolgantes. Mas penso que nossa equipe foi uma boa exceção nesse aspecto, sempre jogamos ofensivamente, com o coração e paixão", analisou. "Criamos um fundamento importante. Agora é necessário pensar no futuro de cada um dos jogadores. A lição deste Mundial é que é necessário dar oportunidades a jogadores jovens", completou. Muito criticado antes do início da competição, Klinsmann não revelou se seguirá no comando da equipe. Ele tem proposta para assumir a seleção dos Estados Unidos. "Por enquanto vou continuar, mas não posso dizer muitas coisas agora porque preciso de alguns dias para refletir e digerir tudo o que passou neste Mundial e nos últimos anos", disse o treinador. Neste sábado, momentos antes do confronto com os lusitanos, Franz Beckenbauer, presidente do Comitê Organizador do Mundial, pediu a permanência de seu desafeto. Klinsmann também lamentou não poder contar com o meia Michael Ballack, com uma inflamação no joelho esquerdo. "É sempre uma desvantagem você perder o seu líder e Ballack é o nosso. Mas é mais importante que ele recupere a saúde. Os jogadores no banco de reserva têm o mesmo valor, todos treinam muito duramente, tanto que corresponderam muito bem", discursou. Sobre a final do Mundial, que acontece neste domingo entre Itália e França, Klinsmann preferiu não arriscar um palpite. "As duas equipes mereceram chegar à final. Será um jogo muito equilibrado, e é difícil prever algo", finalizou.

Agencia Estado,

08 Julho 2006 | 19h25

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