UEFA/divulgação
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Klopp não sabe quem ficará com a taça da Liga, mas tem certeza da qualidade do Liverpool

'Se formos capazes de sermos nós mesmos, mostrarmos o nosso melhor, seremos um time muito difícil de ser batido", disse o treinador alemão, que disputará sua quarta decisão da principal competição da Europa

Fernando Valeika de Barros / Paris, especial para o Estadão

27 de maio de 2022 | 14h17

Três assuntos rondaram a última conferência da equipe britânica, antes da final da Liga dos Campeões, em Paris: cansaço depois de uma longa temporada, desânimo pela perda do título inglês para o Manchester City, nos últimos minutos da rodada final, e clima de revanche contra o Real Madrid, algoz do Liverpool, na final, em Kiev, na Ucrânia, há quatro anos.

"Não tenho uma resposta sobre se há um favorito para ganhar este título, mas o fato é que estamos outra vez em uma final, e estamos jogando bem", disse o alemão Jürgen Klopp, técnico do time inglês. "Se formos capazes de sermos nós mesmos, mostrarmos o nosso melhor, seremos um time muito difícil de ser batidos."

Em vez de mencionar a fadiga mental e física do Liverpool, que acumula uma série de partidas decisivas, desde fevereiro, ele preferiu valorizar o retorno aos treinos de Thiago Alcântara e Fabinho. "Depois das atividades, na véspera do jogo, avaliaremos a condição de ambos, mas eles parecem bem", disse. "Estamos motivados, por estarmos em uma final da Liga dos Campeões, pela terceira vez em cinco anos, e isso é especial." Instigado a dizer quem sairia como favorito para a decisão, Klopp respondeu: "se o fator decisivo fosse a história e, este ano, a experiência em reverter situações desfavoráveis, o Real Madrid seria o favorito. Mas nosso time está bem preparado e focado."

Apesar de uma dessas finais ter culminado em título - vitória por 2 a 0 sobre o Tottenham, em Madri, em 2019, claro que a derrota contra o Real Madrid é uma lembrança. "Nesta final de Paris, teremos a oportunidade de deixar o que aconteceu naquele jogo, em Kiev, definitivamente, no passado", disse ao Estadão o lateral Andy Robertson. "É nosso último jogo na temporada, em uma competição especial, contra um rival especial: daremos tudo para levantar, mais uma vez, essa taça".

O escocês Robertson também elogiou a torcida do Liverpool. Estima-se que 60 mil ingleses possam invadir Paris, a maioria deles sem ingresso, para curtir o clima e ficar mais próximo da decisão. "O Liverpool tem torcedores exigentes, querem espírito de luta. Daremos tudo por eles". Cerca de 20 mil ingressos foram destinados ao time inglês.

'PARA A UCRÂNIA'

Klopp também não se esquivou do assunto que mais aterroriza a Europa, a Guerra da Ucrânia. Disse que esta final deveria ter sido disputada na russa São Petersburgo. "Esta guerra ainda está acontecendo e temos de pensar que o fato de ela (a decisão) não ser mais em São Petersburgo não seja a exata mensagem que a Rússia deva merecer. A vida segue, mesmo quando alguns tentam destruí-la. Jogaremos este final para os nossos torcedores e, especialmente, para todo o povo da Ucrânia."

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