Phil Noble/Reuters
Phil Noble/Reuters

Klopp teme pela saúde dos jogadores com a volta de três substituições na Inglaterra

Técnico do Liverpool prevê desgaste excessivo e defende a permissão para se continuar com cinco alterações

Redação, Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2020 | 12h03

O técnico alemão Jurgen Klopp, do Liverpool, expressou nesta sexta-feira a sua preocupação com a saúde dos jogadores que disputam o Campeonato Inglês depois que os dirigentes dos clubes que disputam a competição votaram pelo retorno da regra de três substituições durante as partidas a partir desta temporada. Na anterior, por causa da pandemia do novo coronavírus e da maratona de jogos após a paralisação, foi permitida de forma excepcional a troca de cinco atletas por jogo.

"Não é sobre ter vantagem porque nós (Liverpool) temos melhores jogadores e podemos colocar cinco atletas em campo. Realmente não gostei do acordo que fizeram baseado em fatos errados. Não é sobre ter vantagem. É sobre (a saúde dos) jogadores. Estou muito surpreso com essa decisão", afirmou Klopp, em entrevista coletiva, em Liverpool, antes da estreia no Campeonato Inglês contra o Leeds United, neste sábado, no estádio Anfield Road.

Na retomada do futebol em meio à pandemia da covid-19, em maio, as cinco maiores ligas da Europa concordaram em permitir cinco substituições por jogo. Para a temporada 2020/2021, Itália, Espanha, Alemanha e França mantiveram a regra, já aprovada até pelo presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, e apenas a Inglaterra voltou ao que era antes.

Klopp falou mais uma vez sobre mercado de transferências na Inglaterra. O Liverpool investiu até agora para a próxima temporada 13 milhões de euros (cerca de R$ 81,6 milhões na cotação atual) em contratações - trouxe apenas o lateral-esquerdo Kostas Tsimikas. Enquanto isso, o Chelsea gastou mais de 223 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,4 bilhão) em quatro reforços: Hakim Ziyech, Ben Chilwell, Timo Werner e Kai Havertz.

Ao comentar essa diferença, o técnico deu uma "cutucada" no clube de Londres. "Para alguns clubes parece ser menos importante as incertezas sobre o futuro porque eles têm como donos países ou oligarcas, essa é a verdade. Nós não podemos mudar do dia para a noite e dizer: "Agora queremos nos comportar como o Chelsea", afirmou Klopp.

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